Port Elizabeth - Se a disputa pelo terceiro lugar não empolga os alemães, o mesmo não acontece com o Uruguai. Única seleção latino-americana a chegar às semifinais, a ''Celeste'' se prepara para consolidar neste sábado a sua melhor marca em Copas do Mundo desde a conquista de sua segunda taça - contra o Brasil, em pleno Maracanã, em 1950.
O zagueiro Lugano é a imagem do empenho uruguaio na disputa. Depois de sofrer uma lesão no joelho e ficar fora da semifinal contra a Holanda, ele agora corre contra o tempo e treina dobrado para pegar a Alemanha. ''Não se pode esquecer que ninguém dava nada pelo Uruguai e, mesmo assim, chegamos às semifinais. Estamos nos dedicando e agora queremos o terceiro lugar'', avisou o atacante Cavani.
O confronto com a Alemanha por um lugar no pódio ocorre um mês antes das celebrações pelo centenário da ''camisa celeste'', que estreou no futebol em 15 de agosto de 1910. O governo uruguaio já prepara uma imensa festa em Montevidéu, que deve contar com a equipe que disputa o Mundial da África do Sul.
O técnico Oscar Tabárez também promete muita luta. ''Não temos a certeza de que vamos ganhar, mas sim que vamos até a morte para que isso aconteça. É muito importante para nós. Alemanha e Uruguai têm o quarto lugar garantidos, mas é um desafio para o Uruguai terminar em terceiro'', afirmou.
Tabárez reconheceu a superioridade técnica da seleção da Alemanha. De acordo com ele, para ganhar o Uruguai precisa fazer uma partida ''redonda, muito perfeita, mas a equipe é teimosa e vai tentar ao máximo''.

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