Uruguai pode ser o primeiro finalista
Vitória hoje sobre o Paraguai coloca Celeste na final do Pré. Argentina quer apagar má impressão diante da Bolívia
Bernal, do Paraguai, faz compras em Cascavel: dia decisivoSaviola, artilheiro do River Plate, ainda não marcou no Pré
Fernando Tupã
De Cascavel
Para o Uruguai, uma vitória significa significa a classificação antecipada e a liderança do Grupo B. Para o Paraguai, só um resultado positivo devolve a esperança de classificação um empate ou uma derrota acaba com todas os sonhos e a seleção retorna para Assunção amanhã. A partida entre uruguaios e paraguaios está marcada para hoje, às 19 horas, no Estádio Olímpico, em Cascavel, pela quarta rodada do Torneio Pré-Olímpico. No jogo de fundo, a Argentina enfrenta a Bolívia tentando apagar a má impressão deixada após o empate contra o Peru.
A celeste mantém 100% de aproveitamento: lidera a chave com seis pontos ganhos e nenhum perdido. Apesar das duas vitórias, o Uruguai vem jogando um futebol feio, que não vem agradando nem mesmo a imprensa do seu próprio país. O treinador Victor Púa montou o time para jogar no erro do adversário e sair nos contra-ataques surpreendendo os adversários. Com esse esquema tático, os resultados positivos apareceram.
A chave tática da seleção uruguaia se resume a dois nomes: Rivas e Garcia. O zagueiro é quem orienta toda a defesa e chama a atenção dos volantes quando os alas estão avançados. Já o volante faz um duplo papel. Além de ajudar na marcação, Garcia é um dos armadores. Constantemente gosta de chegar perto da área para ser mais uma opção de ataque.
O Paraguai mostrou na competição ser um time de duas realidades durante os 90 minutos. No primeiro tempo, o selecionado de Raul Amarilla joga na base da harmonia, velocidade e vontade. No segundo tempo volta irreconhecível, esquecendo todos os fundamentos básicos do futebol. Isso ficou evidente durante as partidas contra a Argentina e o Peru.
Tentar superar o problema é o maior desafio de Amarilla para o jogo contra os uruguaios. O treinador aponta a sucessão de jogos no torneio como principal fato da instabilidade dos atletas. Eles estão jogando a cada dois dias, quando o ideal seria pelo menos três. A falta de descanso acaba refletindo em campo. Fazemos excelentes 45 minutos e depois o rendimento dos atletas caem.
O zagueiro Paulo da Silva se recuperou da contusão que o tirou de campo na partida contra o Peru e garantiu presença durante o coletivo de ontem, no Ninho da Cobra. A evolução da minha recuperação foi boa. No domingo minha presença era incerta. Mas agora posso dizer que começarei jogando contra o Uruguai. Quero ajudar minha seleção a conquistar mais três pontos para voltar a ter chances de se classificar.
Credibilidade Readquirir a credibilidade perdida na última partida contra o Peru é o objetivo da Argentina, segunda colocada do Grupo B, com quatro pontos ganhos. Hoje às 21h40, no Estádio Olímpico, em Cascavel, o adversário é a Bolívia, última colocada da chave, sem nenhum ponto ganho. Uma vitória deixa os argentinos bem perto da próxima fase. Um empate ou uma derrota compromete a sobrevivência no Torneio Pré-Olímpico.
Com a vitória em mente, o técnico argentino José Pekerman deposita todas as esperanças em Aimar e Saviola. A dupla ainda procura o futebol que a consagrou no último Campeonato Argentino jogando pelo River Plate. Nessa competição, o atacante Saviola, de apenas 18 anos, foi o artilheiro com 15 gols. O armador Aimar, de 20 anos, ganhou a Bola de Ouro da posição.
A responsabilidade atribuída aos dois jogadores está sendo cobrada pela imprensa argentina. A questão afeta principalmente Saviola. Todos procuram encontrar como o artilheiro continua sem marcar gols na competição. Pekerman atribui ao cansaço na segunda partida contra o Peru como fator que influenciou o fraco desempenho do artilheiro. Tenho certeza que ele não decepcionará, aposta o técnico.
Um resultado positivo é de suma importância para deixar a Argentina a um ponto da classificação. Vencendo, a equipe de José Pekerman só precisa empatar o último jogo, sábado, contra o Uruguai.
A Bolívia veio a Cascavel com a certeza de que disputaria o título. Duas rodadas depois está praticamente sem chances chegar a segunda fase que acontecerá em Londrina a partir do dia 2 de fevereiro. Para se manter vivo no Pré, teria de vencer as duas últimas partidas e, a exemplo do Paraguai, rezar por uma combinação de resultados.
As irregulares apresentações nas partidas frente ao Paraguai e Uruguai aborreceram o técnico Hector Veira que pode fazer algumas modificações. A esperada seria a entrada do meio-de-campo Vaca, que na partida do último sábado deu maior mobilidade ao setor.
O meia Gutierrez, a estrela do time e possivelmente jogador do Corinthians, não agradou no encontro contra os uruguaios. O jogador bem marcado, pouco rendeu e criou. Quando teve a chance de marcar, chutou um pênalti nas mãos do goleiro.
FICHA TÉCNICA
Uruguai
Carini; Lembo, Rivas e Pellegrin; Sorondo, Garcia, Callejas, Varela e Pouso; Franco e Olivera. Técnico: Victor Púa
Paraguai
Villar; Florentin, Cañete, Paulo da Silva e Morel; Gimenez, Britez, Cuevas e Candia; Santa Cruz e Ramirez: Técnico: Victor Amarilla
Árbitro: Guido Aros (Chile)
Estádio: Olímpico, em Cascavel
Horário: 19 horas
FICHA TÉCNICA
Argentina
Bizzarri; Cufre, Placente, Richetti e Milito; Markic, Cambiasso, Duscher (Messera) e Aimar; Saviola e Romeo. Técnico: José Pekerman
Bolívia
Arias; Raldes, Alvarez e Justiniano; Arana, Gatti, Liendo, Gutierrez e Nicolas Soarez (Vaca); Botero e Roger Suarez. Técnico: Hector Veira
Árbitro: Herny Cervantes (Colômbia)
Estádio: Olímpico, em Cascavel
Horário: 21h40





