Janaina Tupan Frare
e Áureo Nogueira
De Londrina
As rivais Argentina e Uruguai, tradicionais seleções sul-americanas e consideradas favoritas no início do Torneio Pré-Olímpico, decepcionaram e não conseguiram a vaga para as Olimpíadas de Sydney. Mas ontem, na volta para casa, uma teve a oportunidade de consolar a outra. É que ambas embarcaram no mesmo vôo até Foz do Iguaçu, onde fariam conexão para Buenos Aires e Montevidéu, respectivamente.
Na primeira fase do torneio, o Uruguai venceu a Argentina, em Cascavel, por 2 a 1. No quadrangular final, em Londrina, os platinos deram o troco, vencendo por 3 a 0, eliminando os vizinhos do Rio da Prata. Os argentinos, entretanto, perderam para o Brasil (4 a 2) e foram desclassificados pelos chilenos, que venceram por 1 a 0, na última rodada.
A ambas, resta a expectativa de bom desempenho nas Eliminatórias e a classificação para a Copa de 2002. Pelo menos essa foi a resposta dos uruguaios, ontem de manhã, antes do embarque no Aeroporto de Londrina. ‘‘Aqui faltou um pouco de forma física, já estávamos sentindo muito o cansaço da primeira fase e não jogamos nem 50% do que vínhamos jogando’’, disse o zagueiro Rivas.
O técnico Victor Púa atribuiu a eliminação à falta de sorte, mas disse que, apesar da derrota, a sua seleção se sentiu muito bem tratada na cidade. Púa, que é auxiliar técnico da seleção principal de seu país, disse que nem vai ter tempo de descansar. ‘‘O pensamento agora é nas Eliminatórias.’’ No dia 16 deve ser apresentada a seleção que entrará em campo pela a vaga para o Mundial.
Muito à vontade, o goleiro Carini, que levou apenas dois gols na primeira fase e nove na final, atendeu aos fãs que estavam no aeroporto. Gabriela Taioqui, 13 anos, ficou com a camisa do goleiro, que joga na Inter de Milão, na Itália. ‘‘Acompanhei todos os passos da seleção uruguaia. Fui todos os dias no hotel, nos jogos e não poderia deixar de estar aqui’’, disse a jovem torcedora, que estava acompanhada do amigo Bruno César, 18. Bruno ganhou a camisa número 10 de Olivera.
Argentina – Ao contrário dos uruguaios, que permaneceram até o horário do embarque no saguão do Aeroporto, os argentinos mal chegaram e já se refugiaram na sala de embarque para evitar os contrangimentos depois do vexame de perder a classificação olímpica para a seleção chilena, que até então era considerada o ‘‘patinho feio’’ do torneio.
O primeiro a fugir da imprensa e do assédio no aeroporto foi o treinador José Pekerman. Os jogadores se recusaram a falar e até mesmo a tirar fotografias. Quando viam um fotógrafo, logo viravam ou cobriam o rosto.
Antes da derrota para o Chile, a programação da seleção argentina era desembarcar em Foz do Iguaçu e fazer um passeio pelo lado brasileiro das Cataratas do Iguaçu. Mas, depois da não classificação, parece que mudaram de idéia. Desembarcaram em Foz e seguiram de ônibus até Puerto Iguazú (Argentina), onde pegaram um vôo até Buenos Aires.

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