Fernando Tupan
De Londrina
O Uruguai chegou para o Torneio Pré-Olímpico desacreditado. O grupo se formou apenas 20 dias antes da estréia contra o Peru, em Cascavel. As estrelas chegaram dois dias antes do natal. O zagueiro Rivas e o volante Garcia chegaram inteiros. O atacante Olivera vinha se recuperando de uma contusão no joelho e o seu futuro era incerto.
O técnico Victor Púa sabendo de todas dificuldades armou um esquema tático priorizando a defesa e as qualidades individuais de cada jogar. Isso ficou evidente na estréia contra o Peru. Jogando um futebol burocrático e chato conseguiu vencer por 2 a 0, onde se destacaram Rivas, zagueiro da Inter de Milão, e Garcia, volante do Atlético de Madrid.
O esquema tático uruguaio é bem simples. Defender com nove homens, largando apenas o comandante de ataque entre os zagueiros. Quando o adversário vai para o ataque são sempre quatro atletas em redor da bola. Outro fator importante é a raça demonstrada por todos jogadores.
Na segunda rodada uma folga para o treinador melhorar o entrosamento entre os titulares. Contra a Bolívia se esperava uma melhor performance, mas também foi difícil aguentar assistir. Os uruguaios voltaram a jogar um futebol burocrático, suficiente para vencer por 2 a 0.
Contra o Paraguai o time de Púa mostrou-se mais compacto e marcando melhor. Mesmo assim futebol continuou feio e difícil de suportar. Os pontos positivos do Uruguai eram os chutes a longa distância, a boa movimentação, a raça e os desarmes precisos de Garcia.
A surpresa foi grande quando Púa escalou uma equipe reserva contra a Argentina. A pergunta era se os uruguaios iriam entregar a partida. Isso não aconteceu. O selecionado de reservas encarou o adversário, comprimiu-o no seu próprio campo e só não vez mais gols por falta de pontaria dos atacantes.
O jogo do Uruguai é concentrado fundamentalmente em dois jogadores: Rivas e Garcia. Mas o lateral Lembo é outra arma perigosa.

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