Ninguém viu a seleção peruana até agora. Desde que chegou em São Paulo, tem evitado a imprensa brasileira. O técnico Julio César Uribe só permitiu a entrada de jornalistas de seu país nos treinos realizados no CT do Palmeiras e no Morumbi. Talvez Uribe esteja querendo esconder a fragilidade de sua equipe, 7ª colocada nas eliminatórias, com 11 pontos. Foram seis derrotas, dois empates e apenas três vitórias na competição classificatória para a Copa do Mundo de 2002.
Os jogadores evitaram falar sobre o esquema tático para hoje. Preferiram elogiar o rival, em especial Romário. A preocupação com o atacante do Vasco é tanta que ele uma marcação especial do volante Martín Hidalgo.
Durante os treinamentos táticos, Uribe disse ter testado a equipe com um só homem à frente, Pizarro, a estrela de sua seleção. No entanto, nem mesmo fazendo mistério o treinador é capaz de convencer que não irá adotar um esquema cauteloso para enfrentar o Brasil, hoje à noite, no estádio do Morumbi.
Se optar pelo esquema 4-5-1, Uribe pode sacrificar o volante Muchotrigo e o atacante Mendoza, titulares da equipe. Em seus lugares entrariam Ciurlizza e Maestri, jogadores com características mais defensivas. Na zaga, Rebosio atuará como líbero, enquanto Hidalgo e Pajuelo se alternarão na função de neutralizar os atacantes brasileiros.

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