A Unopar Londrina/Sercomtel acerta os últimos detalhes em quadra para a estreia na Liga Nacional de Handebol, marcada para o próximo dia 15, contra o Pinheiros (SP), no Moringão. Há pouco mais de quatro meses sem fazer um jogo oficial, - a última competição foi o Pan de Clubes, no qual a Unopar foi a apenas a sexta colocada -, a equipe trabalha para ganhar ritmo e fazer um bom jogo diante dos paulistas.
E no final de semana, o time comandado pelo técnico Giancarlos Ramirez terá uma boa chance para isso na disputa da fase final do Campeonato Paranaense, que será realizada em Cianorte, a partir da próxima sexta-feira. Principal candidata ao título, a Unopar vai à quadra com seu time principal. A ideia do treinador é utilizar o estadual para deixar o time "certinho" para a estreia.
"O nível das equipes paranaenses melhorou muito nos últimos anos. Vamos fazer pelo menos três jogos e teremos que jogar forte, pensando sempre na evolução da nossa equipe", falou Ramirez, que terá apenas um desfalque para os jogos em Cianorte: o armador Raul, com uma lesão na mão fica 20 dias parado.
A fase final, que terá a participação das oito melhores equipes do Paraná, será disputada no formato de eliminação simples. Os londrinenses estreiam contra o time de Marialva, na próxima sexta-feira, às 16 horas. Se vencerem, pegam nas semifinais o vencedor de São José dos Pinhais e Cambé. Uma das equipes que pode surpreender, segundo o treinador londrinense, é Campo Mourão, que venceu a fase regional semana passada e conta em seu elenco com o armador Claudinho, e os pontas Gilson e Ralado, todos ex-jogadores da Unopar.

Extraquadra
O treinador também tem tido muito trabalho fora de quadra. Inconformado com o corte de 25% na verba do convênio com o Fundo Especial de Incentivo a Projetos Esportivos (Feipe), ele tem tentado insistentemente agendar uma reunião com o prefeito José Joaquim Ribeiro para tentar reverter a situação, mas até agora não teve sucesso.
"Estamos tentando contornar para que isso não afete a equipe em quadra", disse Ramirez, que calcula uma perda de cerca de R$ 60 mil com os cortes de patrocínios da Prefeitura e da Sercomtel. "A Prefeitura jamais podia fazer este corte num convênio que exige 100% de contrapartida", reclamou o técnico.

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