Unopar precisa vencer pela Taça Brasil
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terça-feira, 03 de abril de 2007
Jaime Kaster<br> Reportagem Local 
Depois da derrota para o Chimarrão-RS na estréia, por 3 a 2, a Unopar/FEL precisa obrigatoriamente vencer hoje em Londrina o Unesc/Criciúma-SC se quiser passar para a fase final da 16 Taça Brasil de Clubes de futsal feminino. O jogo será às 19h30, com portões abertos ao público, no Ginásio da Unopar no Campus Piza (zona sul), palco das disputas do Grupo A na fase eliminatória da Taça Brasil.
O Criciúma é atual vice-campeão catarinense e só garantiu presença na Taça Brasil porque o campeão estadual Kindermann é o atual bicampeão brasileiro (2005/06) e por isso teve vaga direta nas finais. ''Porém, não é um time inferior ao Kindermann e nem ao Chimarrão (campeão gaúcho), que nos derrotou. O Criciúma joga dentro de um forte padrão tático, tem uma defesa bem postada e por isso toma poucos gols. Será difícil vencê-las, mas vamos ter que encontrar uma forma'', avisou a técnica da Unopar, Vanda Sanches.
O restrospecto da Unopar com as catarinenses confirma essa análise da treinadora. Em três partidas, duas terminaram empatadas em 0 a 0, pela Liga Futsal de 2005. Na terceira, na Taça Brasil de 2006, novo empate (1 a 1). ''Embora seja decisivo, imagino que será um jogo de poucos gols. Mas temos que abrir a defesa delas'', disse Vanda.
Chimarrão e Criciúma jogariam ontem à noite pela segunda rodada e com um simples empate o time gaúcho estaria classificado. Já uma vitória do Criciúma deixaria as três equipes empatadas com 3 pontos, isso logicamente se a Unopar vencer hoje à noite. Daí as duas vagas nas finais seriam decididas pelo saldo ''gol average'' (divisão do número de gols marcados pelos sofridos). Os outros critérios de desempate são, nesta ordem, o menor número de gols sofridos e o de gols marcados.
Todas essas contas não seriam necessárias se as meninas da Unopar não tivessem vacilado no último minuto do jogo contra o Chimarrão, segunda-feira. Faltando 35 minutos para o apito final, a goleira Néia foi sair para o jogo e chutou a gol do meio da quadra. A goleira Catiele defendeu e ligou contra-ataque rápido para a ala Pulga, que só tocou para o gol, nas costas de Néia: 3 a 2 e um lamento geral em todo o banco de reservas.
''A Néia fez uma ótima partida e salvou pelo menos três bolas que seriam gols certos. Mas naquele momento final ela e o time não seguiram o que recomendei. Faltou inteligência tática, porque aquele empate em 2 a 2 estava muito bom para nós, dadas as circunstâncias do jogo'', analisou a técnica. O time londrinense esteve atrás desde o final do primeiro tempo e ficou toda a segunda etapa atrás no marcador (2 a 1). Sofreu muito para conseguir empatar, com Ana Paula, aos 37 minutos, e não conseguiu segurar o ímpeto das gaúchas nos três minutos finais.
''Pela disposição que elas (Chimarrão) tiveram de sempre buscar o resultado, mereceram a vitória. Nós finalizamos pouco e as boas chances pararam nas mãos das goleiras delas, que estiveram muito bem'', lamentou Vanda. Os outros gols do jogo foram marcados por Heli (2) e Jayne.


