Londrina - Melhor equipe da competição, a Unopar/FEL/Sercomtel tem hoje a sua primeira batalha em busca do título da Liga Nacional de Handebol Masculino de 2008. O time joga às 20 horas, contra o USCS/São Caetano, no Ginásio Marlene José Bento, em São Caetano do Sul (SP), no duelo de ida das semifinais. A outra vaga na final será decidida entre Metodista e Pinheiros, que se enfrentam às 20h45, no Ginásio Baetão, em São Bernardo do Campo (SP) - com transmissão ao vivo pela ESPN Brasil. A vantagem de jogar por dois resultados iguais é de Unopar e Pinheiros, que farão ainda a segunda partida em casa.
O técnico Giancarlos Ramirez desdenha dessa vantagem e avisa que a Unopar tem de buscar a vitória no jogo de hoje. "Semifinal é sempre semifinal. Não podemos bobear, porque vai que a gente perde o jogo, daí fica muito difícil reverter aqui. Neste caso a pressão vem toda pra cima de nós", alerta. Por isso, avisa ele, a ordem é "vencer lá no ABC para podermos fazer uma partida equilibrada em Londrina". O treinador, aliás, convoca desde já a torcida para apoiar o time no duelo de volta, sábado, às 14h30, no Moringão.
Para o pivô Alê, o São Caetano está motivado e, no último final de semana, jogando sem o central titular Macarrão, perdeu por apenas dois gols (25 a 23) para a Metodista, na final dos Jogos Abertos de São Paulo, em Piracicaba. "Assistimos ao jogo e vimos eles abrirem quatro gols em cima da Metodista no primeiro tempo e só perderam porque na etapa final sentiram a falta de revezamento, pois no banco têm muitos garotos", analisou Alê.
A receita para a vitória, segundo o pivô, é tentar barrar o lado direito do ataque do São Caetano, que costuma fazer muitos gols com os armadores canhotos Sidnei e Adalberto. "E ali no meio temos que ‘tirar do jogo’ o Menta (pivô), que tem um aproveitamento fora do comum", informou Alê.
Um dos atletas da Unopar que já esteve do outro lado é o armador-direito Cyborg, que disputou a semifinal da Liga de 2004 pelo São Caetano contra Londrina (naquele ano o Maringá não jogou a competição). Ele lembra que vários atletas daquele time ainda permanecem, como o goleiro Jaime, o armador Júnior, os pivôs Menta e Cão e o ponta Ales. "Apesar disso, o São Caetano é a equipe que mais se reforçou este ano. Eles têm o ataque da seleção brasileira, com o Helinho, o Menta e o Silvinho, e ainda trouxeram o Macarrão para dar experiência na armação", observou.
Perguntado se este é o ano para a Unopar recuperar o título (ganho em 2005 - quando ainda se chamava Unifil), o armador-esquerdo Mão de Onça foi cauteloso. "Temos totais condições e nossa campanha aponta para isso. Mas ser favorito é uma coisa, e ser campeão é outra. Primeiro tem que passar esses dois jogos para depois pensarmos na final", esquivou-se.

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