Unopar Futsal terá pedreiras na Taça Brasil
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quinta-feira, 06 de abril de 2006
Jaime Kaster<br> Reportagem Local 
A equipe de futsal feminino da Unopar/Londrina/Grêmio/Sercomtel, que ainda sonha com o título inédito da Taça Brasil de Clubes (o máximo que conseguiu foi um terceiro lugar em 2003), terá maior dificuldade de concretizar o sonho este ano. É que a competição cresceu muito e terá desta vez 25 equipes, divididas em seis grupos. Até o ano passado as disputas eram em apenas quatro grupos.
O time londrinense, atual campeão estadual, caiu no grupo A, que terá os jogos entre os dias 13 e 15 deste mês, em Curitiba, no Ginásio do Paraná Clube. Os adversários serão o anfitrião Dom Bosco/Curitiba, vice-campeão paranaense; a Unesc/Criciúma, campeã catarinense; e o Chimarrão, bicampeão brasileiro em 2003/04, atual campeão gaúcho e da Liga Futsal.
A equipe da Unopar viaja para a Capital na próxima quarta-feira e na quinta estréia contra o Dom Bosco, às 20h30. No dia seguinte enfrenta o Chimarrão e no sábado encerra sua participação contra as catarinenses. ''Será uma briga complicada de quatro equipes com chances iguais por apenas duas vagas. Caímos num grupo muito difícil'', afirmou a técnica Vanda Sanches.
A treinadora sabe do potencial do seu time, mas acredita que vários fatores, entre eles a rivalidade regional que há entre as londrinenses e curitibanas e entre o Chimarrão e o Criciúma pode definir os dois times classificados. ''Não arrisco favoritismo para o Chimarrão ou para nós. Serão poucos jogos e um detalhe pode tirar o melhor time das finais'', alertou Vanda.
Ela sabe das dificuldades que terá principalmente contra o Criciúma, time que não conseguiu derrotar nas duas vezes em que as equipes se enfretaram na Liga Nacional do ano passado foram dois empates. ''Não quero nem pensar na fase final ou fazer prognósticos porque só para classificar dentro do grupo já será uma batalha'', comentou.
Na fase final, que será disputada de 24 a 30 deste mês, em Rio Verde (GO), haverá 14 equipes, número recorde para a competição. Os únicos já garantidos são o Rio Verde (time-sede) e o Kindermann, de Caçador (SC), atual campeão.
A novidade no time da Unopar, que manteve a base do ano passado, é a pivô Rosilene, que veio do Popiolski, de Chapecó (SC). Com 29 anos, a jogadora, que é de Pacatuba (CE), já passou por diversos clubes e ganhou vários títulos estaduais. Ela foi duas vezes campeã cearense, pelo Fortaleza, duas vezes vice da Taça Brasil (em 2000 pela equipe cearense e no ano passado pelo Popiolski) e em 2003 obteve a façanha de ser campeã por três estados.
''Como naquela época era permitida a transferência no meio dos campeonatos, fui campeã primeiro com o Cascavel, depois com o Sport Recife e ainda deu tempo de jogar as finais do Cearense pelo Nacional Gás'', lembra Rosilene, que ainda persegue um título nacional. ''Passei perto três vezes'', comenta a pivô, artilheira da Taça Brasil de 2003, com 13 gols.


