Unopar Futsal comemora definição dos grupos
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segunda-feira, 17 de abril de 2006
Jaime Kaster<br> Reportagem Local 
O time da Unopar/Londrina/Grêmio/Sercomtel teve dois motivos para comemorar no feriado de Páscoa. A primeira foi a vaga na fase final da 15ªTaça Brasil de Clubes de futsal feminino, após as duas vitórias e um empate que lhe garantiram o primeiro lugar em seu grupo, na fase classificatória, disputada em Curitiba. O segundo foi o fato de ter escapado de três equipes favoritas ao título, que caíram no outro grupo na fase final.
O Chimarrão-RS, bicampeão brasileiro e atual campeão da Liga Nacional, o Kindermann/Caçador-SC, atual campeão brasileiro, e o Nacional Gás-CE, vice-campeão da Liga de 2005, caíram no grupo G.
Já a Unopar ficou no grupo H e terá como adversária forte e de tradição apenas a pentacampeã brasileira Sabesp-SP. As outras equipes, embora possam surpreender, não têm o mesmo favoritismo de Sabesp e Unopar. São a Mace/Uniderp-MS, o Sumov-CE, que ganhou o título cearense em cima do Nacional Gás, o Ninho de Águias-AM, o anfitrião Rio Verde-GO e o Simões Filho-BA.
Pode parecer sorte, mas foi mérito da equipe. Já sabíamos que se ficássemos em primeiro lugar cairíamos no grupo do time da casa (Rio Verde), que não assusta ninguém, e não cruzaríamos com o Kindermann-SC, que iria para a outra chave. E como já havíamos pego o Chimarrão na fase inicial, agora eles ficaram do outro lado, observou a técnica Vanda Sanches, da Unopar.
Ela explica que embora a preocupação maior na fase eliminatória era apenas classificar, a busca do primeiro lugar no grupo era outro objetivo. Assim haveria mais possibilidade de pegarmos segundos colocados, como ocorreu com o Sumov-CE, que foi o segundo do grupo D, disse ela.
Nos jogos contra Dom Bosco, Chimarrão e Criciúma, em Curitiba, o que fez diferença a favor de seu time foi a preparação física, avaliou a treinadora: Sobramos no segundo tempo dos jogos, quando pudemos explorar os contra-ataques. Mas o time soube jogar com inteligência e se defender.
Um dos destaques foi a pivô Rosilene, 29 anos, que reforçou a equipe este ano. Apelidada de Paca, porque é nascida em Pacatuba-CE, a pivô marcou um gol contra o Dom Bosco e dois contra o Chimarrão. Na partida final, contra Criciúma, foi poupada por motivo de lesão, mas a contusão não a impedirá de viajar com a delegação para a fase final da Taça Brasil, nesta quinta-feira.
A fase decisiva começa sábado e está programada para a cidade de Rio Verde-GO. Porém, como os dois ginásios locais não estariam nas condições ideais, a competição poderá ser transferida para Goiânia, Anápolis ou Catalão. Serão 14 equipes divididas em dois grupos e as que chegarem à decisão farão uma maratona de oito jogos em nove dias.
Na semana passada, a Unopar assinou contrato com novo fornecedor de material esportivo. É a Íon Positivo, mesma empresa que veste a equipe de handebol da Unifil.


