Doha - Um treino de luxo. É assim que a Unopar Londrina/Sercomtel encara o jogo contra o Ciudad Real, na estreia do time no torneio mais importante que disputa em seus 12 anos de vida. A partida será às 11h45 no horário de Brasília, no Ginásio do Al-Sadd, em Doha, no Catar, pelo Super Globe 2010, o Mundial de Clube de handebol.
O treino de luxo não significa que o time passará fácil pelo adversário. Muito pelo contrário. Os espanhóis, que representam a cidade de La Mancha, a mesma de Don Quixote, são os atuais bicampeões europeus e já estão garantidos em mais uma decisão da Champions League. Por isso, os próprios londrinenses consideram praticamente impossível um triunfo hoje.
''Somos a zebra. A gente não jogou até agora e será nossa primeira partida oficial no ano. Temos que tentar ganhar ritmo, deixar a ansiedade nesse jogo e tentar fazer o melhor resultado possível para jogar contra o Zamalek já sabendo do que precisamos'', apontou o ponta Mazzoco. ''É um jogo para pegar ritmo para a decisão contra o time do Egito'', engrossou o técnico Giancarlos Ramirez.
Sendo assim, a briga da Unopar Londrina/Sercomtel por uma vaga na semifinal do torneio será contra o Al-Zamalek. Ontem, os espanhois venceram os egípcios por 28 a 22 - no outro jogo da rodada, o time da casa, Al-Sadd bateu o Sadd/Líbano, por 30 a 19. A ordem é tentar perder por uma diferença menor de gols, para ter o empate a favor.
''Temos que vencer uma partida, não importa quem é o nosso adversário. Somos confiantes o suficiente para ter sucesso'', disse Ramirez, que considera o grupo A, em que seu time está, o mais forte do Super Globe.
Principal jogador do time, o armador central Léo sabe que chegar à terceira colocação geral, objetivo do clube, será bastante difícil. ''Vamos tentar fazer o nosso melhor. As dificuldades de pódio são muito grandes, mas essa falta de responsabilidade nossa pode até nos ajudar. Temos que fazer o nosso melhor e representar bem a cidade'', disse o jogador.
O treinador se mostra orgulhoso por poder colocar o time em um torneio tão importante. Foi ele quem iniciou o trabalho em Londrina, 12 anos atrás, fez a modalidade crescer, conquistou duas Ligas Nacionais e o Pan-Americano, que deu vaga ao time no Super Globe. Ele acredita que a simples participação no torneio já pode trazer frutos para a modalidade na cidade. ''O maior prêmio num evento desse é o legado que fica. A oportunidade que Deus deu para nós e temos que aproveitar para deixar um legado para os que vêm e que o hadebol de Londrina e do Brasil cresça'', disse.
O principal reforço para a disputa é o armador Sidney, de 30 anos, que já esteve na disputa do Super Globe. Em 2002, ele atuava pela Metodista/São Bernardo, quarta colocada naquela disputa - pivô Alê também fazia parte do plantel.

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