Unopar dissolve equipes de GR
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segunda-feira, 14 de fevereiro de 2005
Gilmar Agassi<br> Reportagem Local 
O futuro da ginástica rítmica (GR) no Brasil é incerto. A seleção brasileira adulta permanente foi desfeita logo após a disputa dos Jogos Olímpicos de Atenas. Para agravar a situação, a Unopar que contava com as melhores atletas do País decidiu acabar com as equipes adulta e juvenil. Faltando pouco mais de dois anos para a realização do Pan-Americano do Rio de Janeiro, um novo trabalho será iniciado, sem perspectivas de que se alcançará as glórias conquistadas pela ex-seleção permanente bicampeã pan-americana e por duas vezes oitava colocada em Olimpíadas.
A coordenadora de GR da Unopar, Márcia Aversani Lourenço, explicou que a instituição decidiu acabar com as equipes adulta e juvenil por motivos conjugados: a incerteza quanto ao rumo da GR, a falta de perspectivas para a equipe adulta e o fato da equipe juvenil estar incompleta. ''Preferimos continuar investindo nas categorias de base'', esclareceu.
As duas equipes extintas eram as atuais campeãs brasileiras. Márcia observou que a universidade continuará com as categorias pré-infantil e infantil, que também é campeã nacional.
A possibilidade do trabalho realizado nos últimos anos ser desperdiçado é a principal preocupação de pessoas que ajudaram a colocar o Brasil entre os principais nomes do esporte no mundo. É o caso da ex-ginasta e agora técnica da equipe pré-infantil da Unopar, Dayane Camillo. ''Não foi de um dia para o outro que conseguimos ficar entre as oito melhores do mundo'', lembrou.
A assessoria de imprensa da Confederação Brasileira de Ginástica (CBG) informou que o ciclo da seleção permanente já estava previsto para terminar após a Olimpíada de Atenas. A partir desse ano, a CBG selecionará quatro ou cinco conjuntos que serão acompanhados periodicamente. Aqueles conjuntos ou atletas que se destacarem poderão representar o Brasil nas competições.
Na concepção de Dayane Camillo, para alcançar seus objetivos a seleção deveria continuar sendo permanente. ''Conjunto não se adquire facilmente. As atletas precisam trabalhar, respirar juntas e saber até quando a outra vai piscar. Fica mais difícil com cada uma trabalhando em sua cidade'', observou.


