A equipe adulta da Unopar/Londrina/Grêmio/Sercomtel inicia hoje a batalha em busca de um título com o qual ainda sonha: o da Liga Futsal Feminina. Até hoje, a Unopar só conquistou dois títulos nacionais, mas ambos não tiveram a expressão que teria uma Liga ou uma Taça Brasil. O time foi campeão dos Jogos Abertos Brasileiros, em 2005, e das Olimpíadas Universitárias, este ano.
''Ainda queremos ser campeãs brasileiras em uma competição principal e vamos batalhar muito para chegar à decisão dessa Liga'', afirmou a técnica Vanda Sanches.
O time estréia hoje nas semifinais contra o atual campeão da competição, o Chimarrão/Bender/DalPonte, na cidade de Novo Hamburgo, na Grande Porto Alegre. A equipe viajou 13 horas de ônibus para a partida, que não será disputada em Estância Velha (RS) - município sede do clube - porque o ginásio local não tem capacidade para 1.500 pessoas. O jogo será às 20 horas, no Ginásio Chinezão, em Novo Hamburgo, mas nem por isso as londrinenses imaginam que estarão livres da pressão da torcida.
''Quando joguei contra o Chimarrão, no ano passado, lá em Estância Velha, vi que a pressão é terrível. O torcedor lota o ginásio, pois a cidade é pequena e toda ela gira em torno do time. E sabemos que todo esse pessoal vai estar lá em Novo Hamburgo'', avisou a pivô Paca, 29 anos, uma das mais experientes da Unopar. Ela conta que enfrentou o Chimarrão na Liga de 2005, quando defendia o Popiolski, de Chapecó-SC.
Paca acredita, no entanto, que o time londrinense está ''maduro'' e não se deixará abalar pela pressão das arquibancadas. ''Elas é que vão ter que sair para o jogo e podem sentir a pressão de vencer. Precisamos manter o nosso esquema e se elas vacilarem ganhamos delas lá. Daí ficaríamos mais tranquilas para o jogo da volta, em Londrina'', comentou.
A técnica Vanda prevê um jogo igual e que poderá ser decidido em uma falha de alguma das equipes. Será o duelo entre a melhor defesa, a da Unopar (5 gols sofridos), e o melhor ataque, do Chimarrão (34 gols). Em ocasiões anteriores, o Chimarrão levou vantagem sobre a Unopar, como quando foi campeão da Taça Brasil, em 2002 e 2003.
Este ano, porém, a situação é outra, garante Vanda. ''O time delas está muito mudado até em relação ao do ano passado. Saíram a Katiele (goleira), a Tiganinha (pivô) e a Neguinha (ala), todas para o Nacional Gás-CE, e foram promovidas duas meninas do Sub-20, a Júlia (goleira) e a Neuza (pivô)'', contou. Completam o time gaúcho três atletas que estavam com a seleção brasileira nos amistosos na Espanha: as alas Heli e Catia e a fixa Pulga. ''Temos que tomar cuidado com o contra-ataque e com as bolas paradas, devido à potência do chute da Heli, que é a artilheira da Liga'', alertou a técnica.
No outro jogo da semifinal se enfrentam hoje, às 20h30, em São Paulo, Sabesp/Unip/São Bernardo do Campo e Kindermann/Caçador-SC.

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