Um ano após abandonar as competições oficiais, depois de ter representado durante 21 anos a cidade de Londrina e o Brasil como atleta, a ginasta Dayane Camillo, 27 anos, ganhou na semana passada o seu primeiro título como treinadora. Foi no Campeonato Brasileiro de Conjuntos de Ginástica Rítmica (GR), disputado em Maceió, no qual a sua equipe, das atletas pré-infantis (10/11 anos) da Unopar, foi campeã em sua primeira participação em uma competição nacional.
As garotas treinadas por Dayane e Camila Ferezin (que durante quatro anos foi auxiliar de Bárbara Laffranchi na seleção brasileira adulta de conjunto, em Londrina) começaram a trabalhar juntas no início do ano e já colheram os primeiros frutos. ''A evolução delas foi muito rápida. No ano passado foram vice-campeãs paranaenses, mas no nível 2. Este ano decidimos inscrevê-las no Brasileiro no nível 1, que é muito mais alto, e elas acabaram nos surpreendendo'', afirmou Dayane. Em 2º lugar no pré-infantil ficou a equipe da Aginarc, de Curitiba, em 3º a Sadia, de Toledo.
O pódio formado por outros dois clubes do Paraná foi um ponto positivo destacado pela coordenadora de GR da Unopar, Márcia Aversani Lourenço. ''Vemos na prática que o trabalho que fazemos há 30 anos na modalidade irradia para o restante do Estado. Boa parte das treinadoras que hoje estão em outros clubes do Paraná e do Brasil passaram por estágio aqui ou pelo nosso curso de pós-graduação em GR'', comentou.
E essa procura por especialização na Unopar que durante mais de dez anos foi sede de treinamentos da seleção brasileira não fica restrita às treinadoras daqui. Em junho deste ano estiveram na cidade técnicas da seleção de GR da Venezuela e em 2006 outras duas venezuelanas e uma boliviana farão o curso de pós na instituição.
No mesmo Campeonato Brasileiro em Maceió, o conjunto infantil (12/13 anos) da Unopar se sagrou tricampeão brasileiro, superando a Sadia/Toledo e a Semesp-ES. Essa equipe infantil, treinada por Virgínia Nobre e Camila Ferezin, vem trabalhando junta desde 2002, quando era da categoria pré-infantil. ''Estamos fazendo com elas um trabalho de evolução para voltarmos a ter uma equipe adulta de ponta, como a que tivemos até o ano passado (e representou o Brasil na Olimpíada de Atenas)'', explicou Márcia.
No início deste ano, com a dissolução da seleção brasileira, por determinação da Confederação Brasileira de Ginástica (CBG), e a extinção das equipes adulta e juvenil da Unopar, a universidade decidiu redirecionar seu trabalho com a GR. ''Decidimos nos voltar às categorias de base para iniciarmos um novo ciclo, uma nova fase (a meta é ter um conjunto para a Olimpíada de 2012, em Londres)'', disse a coordenadora da Unopar.

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