Unifil/Londrina pensa agora no 3º lugar
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quarta-feira, 03 de dezembro de 2003
Thiago Mossini<br>Reportagem Local 
Após ver o sonho de ser campeão da Liga Nacional Masculina de Handebol ser adiado por mais um ano, a Unifil/Londrina já pensa na disputa do terceiro lugar da competição. A equipe volta aos treinos hoje e aguarda a definição do adversário que sai do jogo entre Metodista/São Bernardo e Pinheiros, que jogam às 19h30, no ABC Paulista. Quem vencer garante vaga na final e o perdedor pega o time londrinense.
''Vamos continuar trabalhando para fazer a nossa parte. Pela campanha que fez, o time merece no mínimo essa terceira posição, que se vier será inédita (a melhor colocação conseguida até hoje foram dois quartos lugares em 2001 e 2002)'', afirmou o técnico Giancarlos Ramirez. ''Além disso, precisamos premiar essa torcida maravilhosa, que lotou o Moringão nos jogos para nos empurrar e após a eliminação nos aplaudiu em pé. Fiquei abismado pela homenagem, foi surpreendente'', confessou.
Ramirez creditou à falta de experiência dos jogadores a derrota de anteontem para o IMES/Santa Maria/São Caetano por 26 a 21, que tirou a Unifil da final. ''Com exceção do Cesinha (armador-central), que já disputou competições internacionais com a seleção brasileira, não temos jogadores experientes, enquanto o São Caetano possui vários jogadores assim'', comparou.
A inexperiência foi responsável pela falta de pontaria do time, que errou demais nas finalizações. Durante todo o jogo foram cinco tiros de sete metros disperdiçados, além dos vários contra-ataques perdidos. ''Tínhamos tudo a nosso favor para vencer o jogo e não conseguimos''.
Ele também reprovou as atitudes de jogadores e comissão técnica do time paulista, que após o jogo, entraram em quadra com nariz de palhaço para, segundo eles, protestarem contra a Confederação Brasileira de Handebol (CBHb). Além disso, pintaram o rosto com tinta preta e provocaram a torcida e os jogadores londrinenses durante a partida.
O resultado do protesto foi uma confusão generalizada que quase acabou em pancadaria. ''Mesmo que fosse um protesto contra a CBHb eles não poderiam ter feito o que fizeram, principalmente porque mexeram com o nosso time e com a torcida. Existem muitas outras formas de protestar. Eles provocaram os nossos jogadores e aí deu no que deu. Sou totalmente contra a violência'', reclamou o técnico. A delegação do IMES/Santa Maria/São Caetano precisou de escolta policial para deixar a cidade.


