Unifil/Londrina/Sercomtel e Pinheiros-SP revivem a partir de hoje a final da Liga Nacional de Handebol Masculino de 2005. Naquela ocasião, o time londrinense levou a melhor e garantiu o título inédito que a equipe perseguia desde 2001, quando se classificou pela primeira vez a uma semifinal.
Hoje a situação se repete, mas o confronto é pelas semifinais da Liga. O jogo começa às 20h15, no Ginásio do Pinheiros, em São Paulo, mesmo horário em que acontece a outra semifinal, entre Imes/São Caetano e Metodista/São Bernardo, em São Caetano do Sul, com transmissão ao vivo pela ESPN Brasil.
Os confrontos de volta serão no sábado, às 17h15, no Ginásio Moringão, em Londrina; e no domingo, às 16h15, em São Bernardo do Campo, ambos com transmissão pela ESPN Brasil. A Unifil (2 colocada) e a Metodista (1) ganharam o direito de fazer em casa o segundo jogo e têm a vantagem de jogar por dois resultados iguais devido à melhor campanha na primeira fase.
No ano passado, na final, a Unifil teve a mesma vantagem e aproveitou o fator casa. No primeiro jogo, perdeu por dois gols em São Paulo (23 a 21) e em Londrina colocou a pressão da torcida pra cima do adversário e venceu por 15 a 11.
Desta vez, o técnico Giancarlos Ramirez não quer saber de deixar para fazer o resultado no jogo da volta, porque o adversário está com um elenco mais forte. ''Não quero pensar nisso, porque pode ficar difícil para reverter um resultado em Londrina. Tenho passado para os meus jogadores que o grande sucesso de irmos à final é vencermos lá (São Paulo)'', observou o treinador.
Sua estratégia para o jogo é tentar levar a partida equilibrada para decidir no final. ''Se der certo, a pressão vai passar para o lado deles, pelo fato de nunca terem ganhado uma Liga, apesar de já terem 30 anos de tradição no handebol'', comentou Ramirez. O que a equipe não pode, segundo ele, é deixar o Pinheiros abriu muito no placar. ''Temos que defender bem para segurar o ímpeto deles'', alertou.
Na sua avaliação, empate ou derrota por até um gol será um bom resultado. ''Dessa forma, podemos tirar a diferença no Moringão, que deverá ter umas 4 mil pessoas no sábado'', aposta.
O fator que pode fazer a diferença nos confrontos são os goleiros. E neste quesito, está havendo equilíbrio este ano. No jogo do turno, em São Paulo, quando o Pinheiros venceu por três gols, Maik defendeu 25 bolas, contra 20 de Rick, da Unifil. No returno, em Maringá, quando a Unifil ganhou por seis gols, Rick fez 30 defesas contra 18 de Maik.
''Esperamos que o Rick esteja num dia inspirado, para pegar bolas e ligar contra-ataques rápidos para a gente lá na frente'', disse o ponta-direita Nande, artilheiro da Unifil na última partida contra o Universo-RJ, com 10 gols. Ele ressalva, entretanto, que ''toda a defesa tem que ir bem hoje'' para bloquear os arremessos dos armadores Folhas, China, Mineiro e Guilherme - os principais jogadores do clube paulista.

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