Unifil tenta o 'impossível' diante do Pinheiros
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sábado, 08 de dezembro de 2007
Jaime Kaster<br> Reportagem Local 
Finalista da Liga Nacional Masculina pelo quarto ano consecutivo, a Unifil/FEL/Sercomtel quer fazer história no handebol brasileiro hoje, em São Paulo. O time, que já ganhou o título em 2005, busca repetir a dose hoje, contra o Pinheiros, às 17h15, na casa do adversário. O jogo será transmitido ao vivo para o Paraná pela TV Tarobá e para todo o País pela ESPN Brasil.
A tarefa da Unifil é árdua, quase impossível, já que o rival está com um time muito superior este ano, ganhou o jogo de ida no Moringão, em Londrina, por três gols de diferença (27 a 24) e ainda não perdeu uma partida sequer no campeonato. Foram 19 vitórias em 19 jogos. Para desfazer a vantagem dos paulistanos, os londrinenses terão que vencer por mais de três gols de diferença para levar o bicampeonato. Vitória da Unifil por até três gols ainda dará o título ao Pinheiros, que joga por dois resultados iguais por ter feito melhor campanha.
O armador-central Léo sabe da dificuldade que espera o time pé-vermelho em São Paulo: ''Ganhar do Pinheiros da forma como eles estão jogando já é difícil. Imagina então por quatro gols. Teremos que nos superar bastante e ainda estar num dia muito bom para conseguir isso. Seria muita hipocrisia minha dizer que a situação não é complicada'', admitiu ele à FOLHA. Para tentar dar tranquilidade aos companheiros, Léo recomenda que a equipe faça um jogo ''normal'' e atue com naturalidade, buscando apenas ficar à frente no placar.
''Temos que entrar para fazer o nosso jogo, encontrando espaços para finalizar ao gol e não errar passes. E não adianta pensar em abrir quatro gols de cara que daí fica pior e podemos perder'', alertou Léo.
O técnico Giancarlos Ramirez manteve o mesmo discurso durante a semana, admitindo a dificuldade de reverter o placar. ''Vamos pra lá (São Paulo) apenas com a responsabilidade de ganhar o jogo e de jogar bem. O placar aí pode ser uma consequência. O que quero é ver o time ofensivo como jogou contra a Metodista (quando a Unifil ganhou por três gols e assegurou vaga na final)'', afirmou o técnico, ressalvando: ''Também não podemos descuidar da defesa, porque eles roubaram muitas bolas nossas na troca de passes e foram mortais no contra-ataque com o Vanini (ponta-direita)''.
Comparando a final deste ano com a de 2006, Ramirez disse não ver muita diferença. No ano passado, a Unifil perdeu por dois gols da Metodista em casa e precisava ganhar por três, em São Bernardo do Campo, para trazer o título. Empatou o jogo lá e foi vice. Desta vez a missão é mais difícil. ''Mas eu não vejo assim. Da mesma forma como podíamos ter sido campeões contra a Metodista, podemos agora'', defendeu.


