O técnico da equipe masculina de handebol da Unifil, Giancarlos Ramirez, está preocupado com a manutenção dos principais atletas que foram campeões da Liga Nacional no ano passado. Segundo ele, o goleiro Maik, o armador central Léo e o pivô Alê, que vêm sendo constantemente convocados para a seleção brasileira, já foram procurados por outros clubes e aguardam uma proposta financeira da Unifil para renovarem seus contratos para 2006.
Outro que estaria sendo sondado pelos adversários é o armador-esquerdo Mão de Onça, que está em Londrina desde 1998 e teve uma boa participação nas finais da Liga de 2005. O time poderá perder mais dois jogadores: o armador-esquerdo e capitão Carlão, com 32 anos, que deve se aposentar, e o ponta-esquerda Jair, 27, que estaria tomando o mesmo caminho.
O treinador afirma que a instituição está com dificuldade para formalizar a proposta aos atletas que se destacaram na última Liga, uma vez que o orçamento deste ano está ''apertado''.
''A maioria dos jogadores teve os salários inflacionados após a conquista do título inédito. Como fomos campeões fica difícil de manter o grupo. Para este ano, só de salários e manutenção da equipe gastaríamos R$ 600 mil e não temos esse dinheiro'', afirmou Ramirez.
Segundo ele, a Sercomtel aumentaria de R$ 60 para R$ 100 mil sua verba de patrocínio e a Fundação de Esportes de Londrina (FEL) já reservou R$ 200 mil do município para a equipe. Os R$ 300 mil restantes teriam que ser bancados pela Unifil.
Para tentar reforçar o orçamento, a diretoria da equipe está em reuniões constantes com a FEL no sentido de pleitear um acréscimo de R$ 50 mil. ''Como sabemos que o basquete feminino e o masculino não receberão os R$ 200 mil que estava reservado para eles, estamos solicitando um pouco desse recurso'', informou Ramirez.
Porém, o pedido não será atendido tão facilmente. ''Sabemos da necessidade de todas as equipes, mas não podemos fazer nada que fuja da legalidade. Já foi publicado o edital com a verba que será destinada às modalidades e se pudermos atender, será só em forma de aditivo mais para frente, mas respeitando as exigências legais'', frisou o presidente da FEL, Marival Mazzio.

mockup