A quente partida contra o Imes/São Caetano já faz parte do passado para os jogadores e comissão técnica da Unifil Londrina/Sercomtel. Depois de muita comemoração eles já esqueceram o clima de festa e só pensam na inédita decisão da Liga Nacional de Handebol.
Ontem, um dia depois da batalha no Moringão, o clima ainda era de descontração, mas nada de folga. Os jogadores fizeram apenas trabalhos físicos na piscina para se recuperarem do desgastante confronto. Hoje, voltam os treinamentos com bola. A comemoração durou somente a noite de segunda-feira, quando todos da equipe se reuniram em uma pizzaria da cidade. Agora, é só concentração.
''Já estamos pensando no outro jogo'', garantiu o técnico Giancarlo Ramirez, que viu o cargo ameaçado após a eliminação, no ano passado, para o mesmo Imes/São Caetano. Após obter a vitória no Moringão os jogadores paulistas provocaram a torcida com nariz de palhaço. O episódio acabou com a amizade entre Ramirez e o técnico adversário, Washignton Júnior. ''Era meu amigo, mas depois do que fez... Corri o risco de perder o meu emprego'', comentou um tanto bravo o treinador londrinense.
Depois de seis anos sendo coadjuvante, ele e os dirigentes da equipe acharam que era a hora de assumir o papel principal e montaram um time forte. O goleiro Rick, o armador-esquerdo Léo e o ponta-esquerda Jair, que disputou a Olimpíada de Atenas, foram contratados e deram o equilíbrio que faltava à equipe, que culminou com a vaga na decisão pela primeira vez. ''Era esse o objetivo'', revelou Ramirez.
O outro finalista será conhecido hoje. A hexacampeã Metodista/São Bernardo e Pinheiros decidem a vaga. O técnico mantém o discurso de time que quer ser campeão não pode escolher adversário, mas prefere jogar contra a equipe da capital paulista para poder decidir em casa. O primeiro jogo da decisão acontece sábado, o segundo dia 8 e o terceiro dia 11.
Independentemente de quem esteja do outro lado, ele sabe que seus comandados não terão tarefa fácil. ''O Pinheiros não é tão forte individualmente, mas taticamente e coletivamente é muito bom. Já a Metodista tem mais força, um padrão tático muito bom é a base da seleção'', analisou Ramirez.

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