Unifil perde e fica longe do título
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segunda-feira, 03 de dezembro de 2007
Jaime Kaster<br> Reportagem Local 
Se já era difícil repetir o título de 2005 contra o invicto Pinheiros-SP, agora ficou muito mais. No primeiro jogo da final da Liga Nacional de Hnadebol Masculino, ontem de manhã, no Ginásio Moringão, o time da Unifil/FEL/Sercomtel perdeu para os paulistas por 27 a 24, após sofrer uma virada incrível no segundo tempo - pois havia vencido o primeiro por 15 a 12. Agora, para trazer a taça para Londrina terá uma missão espinhosa no jogo da volta, no próximo sábado, às 17 horas, em São Paulo. Precisa vencer por quatro gols o time que ainda não perdeu um jogo sequer nesta Liga - foram 19 vitórias em 19 partidas.
Mesmo reconhecendo a superioridade do rival, técnico Giancarlos Ramirez ainda não jogou a toalha. ''Temos 60 minutos em um jogo cheio de alternativas para tirar essa diferença. É possível vencer lá por dois gols o primeiro tempo e por dois o segundo'', afirmou.
A Unifil teve dois tempos totalmente distintos. No primeiro, acertou as finalizações e a marcação, e o goleiro Rick fez grandes defesas, garantindo uma vantagem de três gols. No segundo, ''dormiu'' em quadra nos primeiros cinco minutos, o adversário empatou, virou o jogo e quando a Unifil foi ver não tinha mais como reverter a desvantagem, já que a qualidade técnica do rival era maior. Um item que ilustrou a queda brusca de rendimento na etapa final foi que os londrinenses só conseguiram fazer o primeiro gol após 7min40s de bola rolando. Mais tarde, com 16 minutos jogados no segundo tempo, foram somente três gols dos donos da casa, contra seis do Pinheiros, que já vencia por 21 a 18.
Os artilheiros do duelo foram o central Léo (Unifil) e o ponta Vanini (Pinheiros), ambos com 7 gols. O central Bruno Santana e o armador-direito Zeba, outros grandes nomes do Pinheiros, anotaram, respectivamente 6 e 4 gols. Pelo lado da Unifil os outros goleadores foram Edinaldo, Mazzoco e Alê (3 gols cada), Cavalo (2) e Boi (2). Cláudio foi bem na marcação e os demais tiveram atuações muito abaixo da média.
Mas o nome do jogo não atuou na linha. Foi o goleiro Maik, titular da seleção brasileira e principal responsável pela vitória, com sete defesas em sequência à queima-roupa, que desanimaram visivelmento os arremessadores da Unifil no segundo tempo. A bola não entrava de jeito nenhum e o Pinheiros conseguiu a virada e mais tarde o triunfo. No total, o goleiro defendeu 11 bolas em apenas 20 minutos do segundo tempo e fez toda a diferença. ''Entrei concentrado no segundo tempo, confiante e fui extremamente feliz nas defesas. Tudo isso é fruto do meu trabalho, dentro do objetivo de chegar em quadra e dar o meu máximo. O mérito não foi só meu, mas da forte marcação de toda a defesa'', disse com modéstia.
Maik, que ontem já foi mencionado como destaque em reportagem da FOLHA, ressaltou que a meta ''desde o início do ano'' é o título e desdenhou da boa vantagem construída. ''Esses três gols não querem dizer nada. O que vale é o segundo jogo'', desconversou.


