Terminada a Liga Nacional, a Unifil/Londrina/Sercomtel inicia novamente, como em todos os anos, o trabalho de renovação de contrato dos jogadores. E mais uma vez, a diretoria diz estar sofrendo para conseguir pagar o que os atletas estão pedindo após o vice-campeonato. ''É ótimo termos chegado à final pelo terceiro ano consecutivo, mas por outro lado os jogadores ficam valorizados e pedem reajuste'', comentou o técnico Giancarlos Ramirez, que está negociando pessoalmente as renovações.
Com exceção do armador Léo, os demais contratos se encerram todos no fim de dezembro. O contrato de Léo termina no início de 2007. ''Fora os que pedem melhor salário há aqueles que aparecem com propostas que fica complicado a gente cobrir'', lamentou o treinador. O problema ocorre, segundo ele, porque a cidade ainda não tem atletas de reposição para a equipe adulta, que seriam mais ''baratos'' que os atuais e poderiam ir substituindo aos poucos os vice-campeões.
A safra de atletas que chegou às últimas três finais já está na cidade há sete anos. Jogadores como Mão de Onça, Nande, Cláudio, Mazzoco, Pé, Ricão e Digo estavam no time que foi vice-campeão brasileiro juvenil, em 1999, e júnior, em 2000. ''Essa é uma geração vencedora, mas precisamos formar outras'', observou Ramirez.
Ele conta que de 2000 a 2004 Londrina ficou com ''um buraco muito grande'' entre a categoria Sub-17, que sempre disputou os Jogos da Juventude do Paraná (Jojup's), e o adulto. ''Como não tínhamos como segurar os garotos depois que estouravam a idade do juventude, eles eram dispensados e formávamos uma nova equipe para os Jogos do ano seguinte. Daí não mantivemos um time juvenil para ir subindo'', admitiu.
Continuidade - Essa lacuna vem diminuindo com um trabalho de continuidade iniciado em 2005. Os garotos, por exemplo, que foram vice-campeões dos Jojup's 2005, em Toledo, permaneceram treinando como juvenis na equipe. E os campeões dos Jojup's deste ano, em Pato Branco, completarão esse time juvenil (18/19 anos) que disputará o seu primeiro Campeonato Brasileiro da categoria, em 2007. A competição será em Maringá, entre os dias 5 e 9 de junho.
''O trabalho com esses garotos do juvenil exigirá um investimento nosso em torno de R$ 30 mil por ano, já que nessa idade precisamos oferecer estrutura e uma ajuda de custo maior, senão os atletas deixam a equipe para começar a trabalhar fora'', explica Ramirez. Até a categoria juventude, todos garotos, que treinam diariamente no Colégio Londrinense, recebem em torno de R$ 70 por mês de ajuda de custo.
Solidificado o trabalho com os juvenis, a Unifil manterá esse grupo e a partir de 2008 todos formarão a categoria júnior (sub-21), que o clube ainda não tem (confira o quadro que mostra a evolução do projeto).
''A meta é disputarmos em 2008 o nosso primeiro Brasileiro Júnior só com atletas formados aqui em Londrina. E na Liga Nacional de 2008 queremos ter pelo menos uns três juniores já jogando com o time adulto'', adiantou Ramirez. Ele prevê que em 2009 a equipe adulta já terá 12 londrinenses. ''Assim o ciclo estará fechado e daí é só dar continuidade'', acrescentou.

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