Unifil Londrina/Sercomtel e Imes iniciam hoje, às 20 horas, no Ginásio Marlene José Bento, em São Caetano do Sul (SP), a disputa por uma vaga na final da Liga Nacional de Handebol Masculino. Pelo segundo ano consecutivo, Unifil e Imes disputam uma das semifinais da competição. A outra semifinal entre Pinheiros e Metodista/São Bernado também será uma repetição da edição de 2003. Por terem feito melhor campanha na primeira fase, Unifil e Metodista levam a vantagem de jogar duas da série de três partidas em seus domínios.
A tarefa dos jogadores da Unifil será impedir que a história do ano passado volte a se repetir. Em 2003, o Imes venceu o primeiro jogo, em São Caetano, perdeu o segundo, em Londrina, mas saiu vitorioso na terceira partida acabando com o sonho dos londrinenses de chegarem pela primeira vez a uma final da Liga Nacional.
Foi nesse jogo que a rivalidade entre as duas equipes chegou a seu ápice. Após vencer o jogo, os jogadores paulistas foram ao vestiário e voltaram à quadra utilizando um nariz de palhaço para revolta de torcedores e jogadores da Unifil. Posteriormente, o Imes venceu a Metodista e conquistou seu primeiro título da Liga Nacional.
Na atual temporada, Imes e Unifil se enfrentaram duas vezes. No primeiro turno, os paulistas venceram por 24 a 23, em São Caetano do Sul. No jogo de Londrina, vitória da Unifil, por 29 a 25. Para o primeiro jogo da semifinal, a intenção da comissão técnica e jogadores da Unifil é conquistar uma vitória. ''Esse será o jogo-chave. Uma derrota nos obrigará a conquistar duas vitórias em Londrina e isso não será fácil'', explicou o goleiro Rick.
O técnico Giancarlos Ramirez, da Unifil, tem duas preocupações com relação ao adversário. Primeiro, a grande fase do goleiro Alê, paranaense de Maringá, e, depois, o sistema defensivo utilizado pelo Imes, o chamado 6-0. Desacostumados a atuar contra esse tipo de defesa, nas duas partidas da primeira fase, os jogadores da Unifil cometeram muitos erros de finalização, resultantes da precipitação no momento de definir a jogada.
O armador-esquerdo Carlão, capitão da equipe, concorda que o ataque precisa atuar com mais eficiência e regularidade. Ele recorda que na partida do primeiro turno a Unifil teve chances de vencer, mas não soube manter a vantagem construída no início do jogo. ''Perdemos por detalhes, que não podem voltar a ocorrer nesse jogo'', analisou.

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