O clima entre os jogadores da Unifil/Londrina/Sercomtel é de máxima concentração para o jogo de hoje contra a Metodista/São Bernardo-SP. A partida, que abre as finais da Liga Nacional de Handebol Masculino, será às 17h15, no Ginásio Moringão, com portões abertos ao público. Para quem não puder ir ao ginásio, o confronto terá também transmissão ao vivo pela ESPN Brasil.
Como o time local precisa vencer hoje para levar a vantagem do empate para o jogo da volta - no próximo sábado, em São Bernardo do Campo -, a ordem é ter atenção total com o ataque da Metodista, que conta com vários jogadores da seleção brasileira e dois que vêm fazendo a diferença: o armador-direito SB, artilheiro do time nos dois jogos contra o São Caetano, pela semifinal; e o ponta-esquerda Borges, vice-artilheiro da Liga, com 86 gols, e eleito o atleta do ano no handebol pelo Comitê Olímpico Brasileiro (COB).
''Eles têm um time muito forte e vai ser bem mais difícil do que foi o jogo da semana passada contra o Pinheiros, porque o estilo de jogo da Metodista é mais pesado e eles têm um plantel muito maior'', avisou o armador-esquerdo da Unifil, Mão de Onça. Segundo o jogador, a equipe do ABC paulista, sete vezes campeã brasileira e dona do maior orçamento da Liga, conta com 16 atletas que se revezam o tempo todo durante a partida. ''Não tem nem comparação com a gente. Nós temos só dez jogadores que jogam direto e isso cansa no decorrer da partida'', comparou Mão.
Além dos sete titulares, os outros três da Unifil que entram a todo momento para ajudar na defesa são o armadores Cláudio e Anderson ('Frank') e o pivô Pé. ''Se não são eles, nós, que jogamos na armação, não aguentamos até o fim da partida'', disse Mão, referindo-se também a Léo e a Edinaldo.
Segundo ele, a Metodista deverá jogar compacta na defesa e como tem jogadores fortes e altos, os arremessos terão que ser por cima ou nas pontas. ''Algumas vezes minha altura ajuda a atirar por cima, mas teremos que usar muito as infiltrações para abrir a defesa deles. E contamos com o Léo para variar as jogadas'', comentou. De acordo com Mão, o que pode ajudar a Unifil seriam as ausências dos armadores Jaqson e Adalberto, que estão lesionados.
O catarinense Anderson, que joga somente na defesa pela Unifil, sabe que terá muito trabalho. ''Na equipe deles todo mundo arremessa e as principais atenções serão para neutralizar o SB, que está sendo decisivo, e marcar a jogada deles quando aparece o segundo pivô, que pode ser o Japa (armador central) ou algum dos pontas (Helinho, Sidnei e David). E precisa cuidar também com os contra-ataques puxados pelo Borges'', alertou.

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