Unifil enfrenta lanterna da Liga de Handebol
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terça-feira, 24 de outubro de 2006
Jaime Kaster<br> Reportagem Local 
A Unifil/Londrina/Sercomtel volta hoje ao Ginásio Moringão após 42 dias sem atuar diante da sua torcida pela Liga Nacional de Handebol Masculino. A última partida da equipe na cidade foi dia 13 de setembro, na vitória por 31 a 26 sobre o Unimed/Maringá. Depois disso, foram dois jogos no Rio de Janeiro, dois em Maringá e outros dois no ABC paulista.
Após a derrota por 29 a 25 para a líder Metodista, em São Bernardo do Campo, no último sábado, o pensamento dos atletas e da comissão técnica não é outro senão uma vitória para que o time volte a embalar. E nada melhor que um jogo tranquilo para alcançar esse objetivo. O adversário de hoje, às 18h30, é o lanterna da competição, o Saldanha da Gama, de Vitória-ES, que ainda não venceu na Liga - perdeu as 11 partidas que disputou.
O time capixaba saiu ontem de Vitória às 13 horas e deverá chegar hoje em Londrina após o meio-dia. Após enfrentar 1.406 quilômetros na estrada e quase 24 horas dentro de um ônibus semi-leito, os jogadores mal terão tempo para descansar, pois entrarão na quadra no final da tarde. Amanhã viajam até Maringá (90 km), onde enfrentarão o time local na sexta-feira. De lá seguirão para Itajaí-SC (serão mais 698 quilômetros de estrada) para jogar contra a equipe catarinense no dia 31.
Na sequência, o time encara mais 617 quilômetros até São Paulo, onde encerrará contra o Pinheiros, no dia 2 de novembro, a sua maratona de jogos na região Sul-Sudeste. A previsão de retorno a Vitória é somente no dia 3 ou 4. No total, os jogadores enfrentarão nada menos que 3.693 quilômetros e durante 11 dias dormirão no banco do ônibus ou em alojamentos e hotéis simples escolhidos pela diretoria.
Redução de custos - O técnico do clube, Agnaldo Rocha, informou ontem à Folha, por telefone, que como o orçamento da equipe é pequeno a ordem é economizar. ''Procuraremos alojamentos nas cidades onde jogaremos para ficar mais em conta. Mesmo assim, estamos planejando um gasto total de R$ 15 mil a 17 mil nesta viagem, entre transporte, alimentação e hospedagem'', relatou. O orçamento total do time para a Liga foi de R$ 50 mil, metade bancados pelo Governo do Espírito Santo e metade pela Prefeitura de Vitória.
Uma peculiaridade do time é que como a estrutura é amadora, sete atletas do elenco, dos quais seis são titulares, não poderão fazer a viagem, porque trabalham durante o dia e não conseguiram dispensa dos seus empregos. ''Como o time não tem verba para pagar salários e nem ajuda de custo, eles precisam manter os seus empregos. Até devido a isso e porque outros estudam à noite, o horário que nos sobrou para os treinos é das dez (22 horas) à meia-noite'', confessou Rocha.
Sem os sete jogadores que trabalham, a solução adotada para trazer 14 atletas na excursão foi convocar juvenis e outros atletas que não vinham atuando. Outro indicador que denota as dificuldades da equipe é que o próprio técnico não viajou com o elenco. Como tem compromissos particulares em Vitória - é diretor de uma escola municipal -, Rocha ficou na capital capixaba e enviou seu auxiliar técnico, Ubirajara Frazão.
A intenção da diretoria, segundo o treinador, é voltar a disputar a Liga no ano que vem, mas desde que arrume um patrocínio. ''Precisamos pagar um salário aos atletas até para motivá-los. Mas antes faremos uma avaliação para sabermos se realmente temos condição de disputar uma competição desse nível''. Rocha trabalha há 14 anos com handebol em Vitória e coordena um projeto que tem como objetivos principais a formação de atletas e inserção social.
O time jogará essas últimas partidas para tentar perder de pouco, pois apresenta até o momento um saldo negativo de 234 gols (sofreu 436 e marcou 202).


