A Unifil/FEL/Sercomtel faz hoje, às 10 horas, no Ginásio Moringão, o primeiro jogo da final da Liga Nacional de Handebol Masculino contra o Pinheiros-SP. A partida, que será transmitida ao vivo pela TV Tarobá, promete encher o ginásio. O time de Londrina precisa construir boa vantagem para levar para o jogo da volta, em São Paulo, no próximo sábado, pois o Pinheiros tem a vantagem de dois resultados iguais - fez melhor campanha. Aliás, o time paulista venceu todos os jogos que disputou nesta Liga (18 no total).
Nos dois confrontos contra a Unifil este ano na Liga Nacional, o Pinheiros saiu vitorioso: em Londrina por 27 a 26 e em São Paulo por 26 a 21. Apesar de reconhecer o melhor momento do rival, o técnico Giancarlos Ramirez não quer ver o time de Londrina intimidado. ''Vamos de igual pra igual, com confiança e quero a equipe fazendo um jogo ofensivo, sempre em busca do gol. Já podíamos ter ganhado deles nas duas vezes que os enfrentamos esse ano e agora não podemos vacilar de novo'', avisou.
Na partida em São Paulo, pelo returno, Ramirez disse que em determinado momento do jogo a Unifil vencia por três gols e podia ter aberto até cinco de vantagem. ''Porém, não aproveitamos os ataques e eles reagiram. A gente devia ter acreditado mais, ido pra cima e ganhado o jogo'', comentou.
O armador-direito Edinaldo lembra que essa foi a partida em que se machucou (sofreu um corte e tomou cinco pontos no queixo). ''Eu saí ainda no primeiro tempo e a equipe ficou sem um meia canhoto até o final. Outra coisa que fez diferença é que tomamos duas vezes dois minutos (punição) e aí eles abriram cinco gols'', justificou o jogador. Para Edinaldo, a equipe foi bem nos dois jogos contra o Pinheiros. ''Eram aqueles confrontos em que até os últimos minutos não dava para dizer quem ia ganhar''. No primeiro, 27 a 26, o adversário conseguiu a virada no último minuto.
Para o armador-central Léo, o principal jogador da Unifil, a receita para o jogo de hoje é ''entrar em quadra sem ansiedade'' e fazer o que foi acertado nos treinos. ''A gente sabe que é uma decisão, mas cada jogador tem saber controlar o nervosismo e se motivar individualmente para acreditar até o final na vitória'', afirmou. Ele prevê confrontos mais difíceis do que na semifinal contra a Metodista. ''A Metô é um time forte fisicamente, mas que não tem um trabalho tão bom quanto o Pinheiros na parte coletiva e tática'', comparou Léo. ''Por isso, essas partidas da final exigirão maior inteligência'', acrescentou.
Edinaldo, que é experiente como Léo, recomenda ''cadência de jogo e paciência''. ''Precisamos finalizar sempre para o gol para não dar a eles o contra-ataque, onde são perigosos. O Maik (goleiro) liga muito rápido o contra-ataque com o Vanini e temos de ter cuidado'', advertiu. O armador Cláudio, que atuará mais na defesa, acrescenta que o time precisa repetir a boa marcação que teve contra a Metodista. ''Temos que marcar junto para tirar os chutes deles''.

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