Unifil e Handebol: parceria de sucesso
Falar em handebol em Londrina é falar em Unifil. A universidade é responsável pela equipe adulta masculina que disputa, entre outros, a Liga Nacional e é a atual campeã da Copa Brasil de Clubes. A instituição desenvolve um trabalho para descoberta de novos talentos, denominado ''Projeto Futuro'', em parceria com a Fundação de Esportes de Londrina (FEL), no qual mantém cinco pólos de handebol espalhados em escolas da periferia da cidade. Um outro será inaugurado nessa semana. Desses pólos saem os atletas que representam a cidade em competições, como os Jogos da Juventude. Não bastasse, desde o início do ano, a Unifil assumiu o comando das equipes femininas juvenil e adulta.
O handebol começou a ser desenvolvido nas dependências da universidade, em 1998, quando ainda se chamava Cesulon. O reitor da Unifil, Eleazar Ferreira, explica que a universidade decidiu investir no handebol por ser uma modalidade com capacidade de desenvolver a criatividade e o físico de seus praticantes. ''Nosso objetivo sempre foi ter uma equipe altamente competitiva para servir de referencial aos atletas de base'', ressaltou.
O início esteve diretamente ligado à chegada do professor Giancarlos Ramirez, que trabalhava em Iporã (Noroeste do Paraná), com categorias de base. A primeira iniciativa de Ramirez foi montar uma equipe juvenil para disputa do Campeonato Brasileiro da categoria. Alguns atletas, como Cláudio, Nande e Digo, já faziam parte desta equipe juvenil. ''Fomos vice-campeões'', recorda o técnico. Em 1999, Giancarlos e seus comandados disputaram a Liga Nacional pela primeira vez, tendo ficado na sétima colocação.
Nos anos seguintes, a equipe conseguiu melhorar suas colocações. Somente em 2001 e 2002 se manteve em quarto lugar. No ano passado conseguiu sua melhor colocação, o terceiro lugar. Para 2004, o objetivo é disputar, ao menos, a final. Para isso foram contratados atletas como o armador Léo, o goleiro Rick e o ponta-esquerda Jair, que faz parte da seleção brasileira.
Mas não é a equipe adulta que mais preocupa Ramirez. O trabalho de base, segundo ele, precisa ser reestruturado. ''Existem muitas crianças e falta mais apoio'', observa. Pelo menos 500 crianças treinam nos cinco pólos. ''Precisamos dar mais condições aos mais carentes'', completa. O técnico diz que os atletas que fazem parte da equipe dos Jogos da Juventude, por exemplo, não recebem ajuda de custo, somente bolsa de estudo no Colégio Londrinense. (G.A.)





