São Paulo, 11 (AE) - A superioridade da Uniban, de São Bernardo, no bloqueio deu ao time do técnico William Carvalho a vitória no duelo contra o Rexona, do Paraná, hoje na primeira partida do playoff final da Superliga Feminina de Vôlei. William comemorou bastante o excelente desempenho da equipe que não deu oportunidade de reação à adversária vencendo por 3 sets a 0, com parciais de 25/21, 25/15 e 25/16, em apenas uma hora. As jogadoras da Uniban, que pintaram as unhas com esmaltes nas cores do time - preto, branco e vermelho -, deixaram a quadra achando que a simpatia funcionou.
William abriu a série melhor-de-cinco do playoff decisivo com vitória sobre Bernardo Rezende, o Bernardinho, no duelo particular dos técnicos ex-levantadores que, na década de 80, integraram a geração que levou o Brasil ao pódio no Mundial da Argentina e na Olimpíada de Los Angeles. "Tivemos uma semana em que vivemos Rexona no café da manhã, almoço e jantar", contou William. "Valeu a pena", acrescentou, atribuindo ao bloqueio e ao saque tático, mas principalmente à determinação das jogadoras
o excelente resultado de hoje.
A estatística do jogo deixa claro a superioridade da Uniban no bloqueio. O time marcou 17 pontos com ações no bloqueio (3 com Janina e 4 com Ida) contra apenas 3 pontos da Rexona. A Uniban marcou mais 46 pontos no ataque, um de saque e 11 com erros dos adversários. A atacante Virna foi o destaque individual da equipe de São Bernardo, fazendo 15 pontos. A Rexona fez 32 pontos no ataque, 3 no bloqueio, 2 no saque e 15 com erros da Uniban. A levantadora Fofão também levou vantagem sobre Fernanda Venturini.
"São dois times muito iguais, com algumas jogadoras que desequilibram e isso prevaleceu na minha equipe", observou o técnico William, dizendo que Fofão "estava demais". A atleta afirmou que vencer por 3 sets a 0 "foi uma surpresa". Mas acrescentou que o time "estava de parabéns por um jogo quase perfeito em todos os fundamentos."
Mais duelos - Janina e Virna, da Uniban lideram o ranking das melhores atletas da Superliga no bloqueio e, hoje, fizeram prevalecer em quadra essa superioridade numérica. "Nosso bloqueio foi muito bom, mas acho que foi um jogo atípico para uma final", observou Virna. "Ganhamos apenas uma partida e ainda temos uma caminhada longa pela frente", acrescentou, referindo-se a série melhor-de-cinco que decide o título da temporada. Os dois próximos jogos serão no Ginásio do Tarumã, em Curitiba, na quinta-feira e no domingo.
O técnico William já tem o seu plano: tentar pelo menos uma vitória nos dois jogos de Curitiba contra a atual campeã brasileira Rexona. Para Bernardinho restou o consolo de lembrar que na final da Superliga da temporada passada o Rexona também começou a série perdendo por 3 a 0 (para o Leites Nestlé) e acabou sendo o campeão. "Nesse jogo deu tudo errado, fomos encurralados pela Uniban que esteve quase perfeita", disse.
"Elas jogaram muito bem e nós muito mal", resumiu a levantadora Fernanda. "Mas a final será definida em uma série melhor-de-cinco em que vamos tentar reverter a desvantagem."
Bronze - Na disputa do terceiro lugar da Superliga Feminina, o Leites Nestlés venceu a Universidade de Guarulhos (UnG) por 3 sets a 1 (25/20, 20/25, 25/21 e 25/23). Os dois times têm futuro incerto quanto à manutenção de seus patrocínios. O BCN/Osasco assegurou o quinto lugar na competição ao derrotar o MRV/Minas por 3 sets a 0 (25/15, 25/13 e 25/18).

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