Uniban marca 3 a 0 e conquista título
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domingo, 18 de abril de 1999
Fernando Tupan 
Albari RosaBanho de bolaTaty vence o bloqueio do Rexona no Tarumã: partida de ontem demonstrou a superioridade da equipe paulista O Uniban venceu o Rexona ontem, no Ginásio Tarumã, em Curitiba, por 3 sets a um (parciais de 11/25, 25/22, 25/23 e 25/23) e conquistou o título da Superliga Feminina de Vôlei. A série melhor-de-cinco partidas foi fechada em 3 a 0, mostrando a superioridade das paulistas sobre as paranaenses.
O set começou com os pontos sendo disputados a cada saque. O Rexona passou à frente num saque de Angela. Quando as paranaenses abriram dois pontos, o técnico William pediu tempo. A correção não surtiu efeito e a diferença abriu para quatro pontos. Novo pedido de tempo. O time de Bernardinho abriu seis pontos. O bloqueio estava perfeito. Quando a bola passava, a cobertura salvava. O resultado foi um passeio das meninas do Rexona, fechando o primeiro set mostrando uma superioridade absoluta, 25 a 11.
O placar elástico preocupou o treinador do Uniban, William Carvalho. Andando de um lado a outro, pedia para suas atletas mais atenção e variações de jogadas. As paulistas entenderam as orientações e abriram para 3 a 0. Então foi a vez de Bernardinho ficar nervoso. Solicitou tempo na tentativa de corrigir as falhas das paranaenses. Não conseguiu e o placar engordou para 8 a 0. Nem mesmo a entrada de Valesca no lugar de Ângela serviu para equilibrar o set. O Rexona mostrou que estava vivo a partir do 12º ponto das paulistas. O Uniban mostrava estar com a cabeça no lugar, passou a controlar a vantagem até o 22º ponto, quando as paranaenses baixaram a diferença para um ponto. Quando tudo apontava para uma reação, as paulistas acordaram e venceram o segundo set em 25 a 22.
A ansiedade de Bernardinho contagiou as atletas no início do 3º set, com o Uniban abrindo 3 a 0 com facilidade. A calma voltou a reinar no Rexona com a presença de Sandra e a pontaria de Raquel. Com o jogo em 7 a 7, as emoções cresceram e ambas equipes melhoram no ataque e na defesa. As paulistas chegaram a 11 a 8, Bernardinho pediu tempo e passou um sabão em todas que estavam na quadra. Como Piccinini não conseguia colocar suas cortadas, as paulistas abriram cinco pontos. Estefânia substituiu a italiana e o equilíbrio foi recuperado. As paranaenses empataram em 23 a 23, mas o equilíbrio da equipe da Uniban voltou a funcionar e o terceiro set acabou em 25 a 23.
Perdendo por 2 a 1, o Rexona teria que necessariamente vencer o quarto set para forçar o quinto, mas o Uniban veio para vencer e largou na frente. O nervosismo das jogadoras do Rexona levou-as a erros básicos, como deixar de ir na bola. A superação só chegou quando as paranaenses viraram para 10 a 9, mas a alegria da torcida durou pouco e as paulistas recuperaram a dianteira. A partir daí, os pontos foram disputados cortada após cortada, até o 23º. Nos últimos dois pontos o Rexona se afobou e o resultado foi 25 a 23 para as paulistas.
A derrota deixou triste a jovem torcida paranaense, que confiava no bicampeonato. Jessica Trindade, de 14 anos, não aguentou a emoção. Não acredito no que está acontecendo. Isso é um sonho que desmorona, gritava, deixando escapar lágrimas.


