O União Bandeirante sofreu ontem à tarde a sua primeira derrota dentro do Estádio Comendador Luis Meneghel, em Bandeirantes, pelo Módulo Branco da Copa João Havelange. O Alvinegro da Vila Maria perdeu de 1 a 0 para o Olímpia (SP), com um gol do zagueiro Nei aos 33 minutos do primeiro tempo, e teve sua situação complicada na segunda fase da competição. Foi o segundo revés do União nesta fase: no sábado perdera por 1 a 0 para o Uberlândia, no Triângulo Mineiro.
Restando quatro jogos para o término da fase, o União precisará somar o maior número de pontos possíveis se quiser conquistar a única vaga para a terceira fase do Módulo Branco. A primeira chance de recuperação será no próximo sábado, também em Bandeirantes, diante do Rio Branco, que jogaria ontem à noite contra o Uberlândia em Paranaguá. Com o resultado, o Olímpia manteve-se firme na liderança do Grupo 3 com 6 pontos ganhos em dois jogos.
Mesmo sendo superior ao adversário durante toda a partida, o União não soube tirar proveito de seu amplo domínio. O time reclamou muito de ter jogado contra o vento forte que atingiu a região. No entanto, o que mais prejudicou a equipe foi a falta de criatividade no meio-de-campo.
Experiente e com o veterano goleiro Ivan (ex-Palmeiras), o Olímpia armou um forte esquema de marcação a partir da intermediária e bloqueou as tentativas ofensivas do União com sucessivas faltas.
O próprio técnico do Olímpia, Pinho, reconheceu que o resultado não refletiu o que as duas equipes jogaram. ‘‘O meu time não jogou bem. Fomos dominados durante todo o jogo e o resultado foi injusto pelo que o União fez no segundo tempo’’, afirmou ele.
Análise parecida fez o técnico Carlos Gallo, do União. ‘‘O Olímpia é uma equipe qualificada para chegar em primeiro lugar no grupo, mas nós mostramos que tínhamos condições de vencer a partida’’, considerou o treinador. Para ele, ainda há chance de o Alvinegro brigar pela classificação. ‘‘Temos que acreditar e ir buscar pontos fora casa.’’
Com o jogo truncado, o gol só poderia sair de bola parada. Numa cobrança de escanteio, a zaga do União cochilou e o Olímpia abriu o placar. Marco Aurélio tocou para Neomar desviar de cabeça e encontrar o zagueiro Nei, livre na área, para marcar aos 33 minutos.
O União voltou no segundo tempo com William no lugar de Roni, que sentiu uma contusão. Logo a um minuto, William teve a chance do empate. Aproveitanto um cruzamento de Vandinho, a cabeçada do meia parou nas mãos de Ivan.
O lance foi a senha para o União iniciar uma sucessão de ataques contra o goleiro do Olímpia. Invariavelmente, o paredão Ivan aparecia para matar a jogada e o grito de gol dos torcedores do União. A melhor chance de gol do União saiu de uma bola parada. Aos 22, Petty foi derrubado na entrada da área. O lateral Preto bateu a falta com perfeição, deslocou o goleiro Ivan mas a bola caprichosamente chocou-se contra o poste direito.
Numa troca de empurrões no meio-de-campo, o atacante Marco Aurélio, do Olímpia, acabou levando uma cotovelada do volante Carlinhos, do União, e deixou o campo com suspeita de fratura na mandíbula.

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