União, Roma, Osasco: LEC busca parcerias
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terça-feira, 04 de junho de 2002
Lúcio Flávio Moura<br>Reportagem Local 
A conta da Série B do Campeonato Brasileiro está assustando o Londrina, um clube em recesso quase absoluto à espera do compeonato mais importante do ano.
A diretoria continua sua peregrinação em busca de uma saída para a crise estrutural ao mesmo tempo que tenta resolver problemas mais emergenciais como, por exemplo, montar um grupo de jogadores capaz de manter a equipe na divisão intermediária do futebol brasileiro, considerado o bem mais precioso do clube pelos próprios diretores.
Sem nenhuma garantia de receita para pagar salários de um time competitivo, o alviceleste deve apelar para uma fórmula parecida com a que resultou em fracassos na temporada passada a parceria com empresários que detém direitos federativos de atletas.
Desta vez, a solução pode estar na própria região e em acordos com clubes mais modestos. As negociações com João Vilson Antonini, dono do Roma Esporte Apucarana, e com Serafim Meneghel, o todo-poderoso do União Bandeirante, já estariam adiantadas conforme a Folha apurou ontem.
Antonini, conhecido como Kiko, estaria propenso a bancar 50% da folha salarial do Tubarão e ceder alguns jogadores do Roma agremiação que lidera, com folga, a Segundona do Paranaense e do Osasco, time da Série A-3 paulista no qual também é sócio. Seria a segunda tentativa de aproximação do empresário com o Tubarão. Em 2000, durante a gestão do coordenador-geral do LEC, Célio Guergoletto, Kiko já teria demonstrado interesse em participar do departamento de futebol, mas teria se arrependido ao se deparar com o volume da dívida do clube.
No caso de um acerto, o Londrina reduziria ainda mais os custos do elenco com o recebimento de alguns jogadores do União Bandeirante. O alvinegro de Bandeirantes deve desistir de participar da Série C do Campeonato Brasileiro e teria interesse em colocar na prateleira do mercado futebolístico seus destaques técnicos.
Ontem, o presidente do LEC, Osvaldo Sestário Filho, se reuniu com Meneghel em Bandeirantes para acertar os detalhes financeiros da parceria. Ambos não foram localizados pela reportagem para comentar a negociação, que segue em sigilo há algumas semanas.
O diretor de futebol do LEC, Persius Sampaio, confirmou que uma reunião sábado deve fazer a negociação avançar. Em Apucarana, o clima é de mistério. O diretor de futebol do Roma, Luiz Carlos Pereira dos Santos, disse à Folha que a negociação ainda nem começou. Só houve um contato domingo entre os dois presidentes, mas ainda não tem nada definido, afirmou.
Outra fonte de receita que o LEC ainda espera são os recursos do Sicredi, que pagaria royalties em troca da atração de novos clientes, entre eles a Sercomtel. A diretoria do Tubarão aguarda a resposta do prefeito Nedson Micheleti (PT), que teria se comprometido a ajudar de alguma maneira o clube.


