A sugestão dada pelo gerente executivo da LNB, Sérgio Domenici, que esteve em Londrina há duas semanas, de unir as duas equipes, dificilmente sairá do papel. O prefeito Homero Barbosa Neto (PDT) até que tentou iniciar um diálogo, mas ele não evoluiu.
Barbosa fez a proposta para o presidente da ADL, Paulo Chanan, que fez suas exigências. Ele deixaria o cargo, mas a administração da equipe continuaria com seu grupo, o que não foi aceito pela direção do NBL, encabeçada por Luis Henrique Arns.
Chanan deve deixar a presidência da ADL nos próximos dias. A imagem dele ficou desgastada após o problema na prestação de contas da equipe com a Fundação de Esportes de Londrina (FEL) e, principalmente, por seu indiciamento, junto a outras pessoas, pela Polícia Federal na Operação Parceria, que desmantelou um suposto esquema de desvio de dinheiro público.
O novo presidente da ADL deve ser Martins Filho, que hoje ocupa o cargo de presidente do Conselho Fiscal do time e era braço direito de Chanan desde a fundação da ADL, há dois anos. Ele até já fala como futuro presidente. ''Não existe a possibilidade de vendermos a vaga. Agora, podemos até ver a possibilidade de uma junção. Não vemos problema nenhum em fazer um trabalho conjunto. Quero desvincular a imagem do Chanan da ADL'', disse Martins, que pretende criar um conselho de análise para averiguar todo o movimento financeiro do clube.
A verba do Fundo Especial de Incentivo a Projetos Esportivos (Feipe), continua bloqueada. O clube enviou uma resposta aos apontamentos da Controladoria do Município e aguarda a aprovação para que os pagamentos voltem acontecer. A direção conta com esse dinheiro para quitar parte das dívidas com os jogadores e outros credores. Entretanto, boa parte do elenco acionou o clube na justiça.
Sem grana
Existe ainda a possibilidade de o próprio time desistir da disputa. Após os problemas administrativos enfrentados pelo clube durante o último NBB, a equipe perdeu todos os patrocinadores e passa por sérias dificuldades financeiras e pode pedir mais um ano de licença do NBB, mas Martins prefere não cogitar esse hipótese ainda. ''Não pensamos em pedir afastamento. Queremos jogar e, por isso, estou aberto à conversar'', disse.
Por outro lado, a diretoria da NBL garante que já está apalavrada com alguns patrocinadores, entre eles Sercomtel e Campos do Conde - que estampavam suas marcas nos uniformes da ADL -, e que comprará a vaga no NBB. ''Não vejo problema em ter dois times na cidade, desde que tenham condições'', disse Arns, que tem o apoio do técnico Ênio Vecchi e dos jogadores Rodrigo Santana, o Ratinho, e Guilherme Filipin.
Punição
Para piorar, em sessão realizada na última quarta-feira pelo Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD) da modalidade, a ADL se deu mal. Além de não conseguir se livrar da multa de R$ 2 mil por conta de mau comportamento da torcida em jogos do NBB, o valor subiu para R$ 15 mil e o clube ainda perdeu três mandos de quadra para o próximo NBB.
Os problemas aconteceram nas partidas contra Assis e Cetaf/Vila Velha, respectivamente. Na Comissão Disciplinar da Liga, a ADL foi multada em R$ 1 mil em cada processo e ainda teve o ginásio do Colégio Mãe de Deus, onde atuou nas duas oportunidades, interditado. Mas, o valor foi considerado baixo pelos procuradores, que decidiram recorrer perante o STJD. (T.M.)

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