‘‘Não é um jogo especial. É como outro qualquer no Paranaense’’. A frase do supervisor do União Bandeirante, José Corpas Moreno, o Zé Bisteca, pode ser um despiste ao clima tradicional que envolve um choque com o LEC.
‘‘Esta rivalidade é das torcidas. Para gente, é só um jogo muito difícil’’, desconversou o dirigente. Zé Bisteca, no entanto, lembrou que a vitória do Tubarão no meio de semana, diante do Goiás (2 x 1), pela Copa do Brasil motivou a partida. ‘‘Foi uma vitória que valorizou o futebol paranaense’’, disse, elegante.
O União vem de um empate sem gols em Paranaguá, em uma tarde de domingo em que caiu uma tempestade no litoral. A equipe dirigida pelo ex-goleiro da Seleção, Carlos Gallo comemorou o resultado, mas pensa unicamente na vitória esta tarde na Vila Maria.
O alvinegro mantém sua base há pelo menos dois anos e as alterações só ocorrem por suspensão ou contusão. Desta vez, o desfalque é o atacante Marco Antônio, vetado para o jogo por não ter se recuperado de uma pancada na coxa direita.
De tão entrosado, o time se dá ao luxo de alterar os três setores para promover a estréia do zagueiro Vinícius (ex-Internacional gaúcho). Márcio José será deslocado para a função de meia-defensivo e terá a missão de anular o meia-ofensivo Paulinho Andrade, destaque do Londrina no início da temporada. O meia-ofensivo Rogério Barbosa, por sua vez, foi adiantado e atuará ao lado do artilheiro Jabá, principal esperança de gols do alvinegro.
Sem grandes novidades no gramado, a surpresa pode estar reservada para as arquibancadas. O presidente do União, o lendário Serafim Meneghel, pode retornar ao estádio depois de uma ausência de sete anos. A promessa teria sido feita à comissão técnica.

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