Mesmo com a queda de público e da qualidade dos campeonatos locais de futsal, os clubes ainda tentaram manter suas equipes, porém isso durou pouco tempo.
''Ainda tínhamos bons times, mas com a queda da arrecadação dos associados a receita caiu até que em 1995 praticamente todos os clubes desfizeram seus times'', afirma o ex-presidente da Liga Futsal, Ederson Camata. A partir daí, Londrina não tinha mais equipes competitivas para jogar no Paraná. ''Todos os clubes do Paraná acabaram crescendo ao nível de Londrina e fortaleceram suas equipes. Hoje nem temos 20 jogadores para fazer uma seleção londrinense'', reclama o ex-árbitro e atual diretor de futebol da Portuguesa Londrinense, Amarildo Vieira Martins.
Um dos fatores que também impediu que Londrina mantivesse a tradição de um futsal forte foi o abandono de pessoas que lideravam a modalidade no município. ''Tínhamos pessoas de muita importância que largaram mão do futsal para cuidar de outras coisas. O Jadir (ex-jogador), o Fuzil (ex-jogador e ex-preparador físico) e o próprio Iran Campos (atual gestor do Londrina) incentivavam bastante o futsal. E com a saída dessas pessoas o interesse caiu'', explica Martins.
Com a crise, a alternativa foi então unir forças para impedir que o futsal londrinense, com um passado de glórias, caísse de vez no esquecimento. Assim nasceu o Londrina/Aguativa, que usava a sede do Grêmio e recebia recursos da Prefeitura de Londrina.
Depois a equipe passou a trabalhar na estrutura da AABB, onde treina até hoje. A equipe, atualmente comandada pelo técnico Guto Reeberg, ainda não conseguiu resultados expressivos no Nacional, mas mantém sempre a presença nas fases decisivas do Campeonato Paranaense.
''Temos um investimento ainda muito baixo. Precisaríamos de R$ 500 mil por ano para disputar uma Liga Futsal'', diz Reeberg. E, de acordo com o técnico, com os recursos que o futsal dispõe atualmente, as pretensões do Londrina não podem passar do título estadual. (C.Y.)

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