''É um prazer muito grande voltar a correr em Londrina, porque eu sempre gostei deste circuito, que fez bastante falta no calendário da Copa Clio. Apesar de ainda não ter vencido nesta pista, ela se encaixa perfeitamente no meu estilo de pilotagem, é estreita e mistura curvas de baixa e alta velocidade. Dizem que parece um kartódromo, mas como eu andei de kart muito tempo, não tenho do que reclamar.
A volta começa em alta velocidade na reta principal. No ponto máximo, atingimos 170 km/h. A 5 marcha dura pouco, porque já é hora de reduzir e contornar a Curva do Estádio em terceira, perto dos 70 km/h, numa sequência de direita e esquerda. Depois, vem outro ponto delicado, que é a Curva da Caixa D'água, à esquerda, em 3 marcha, próximo dos 90 km/h na entrada. Saindo dali é prender a respiração e encarar o ''S'', a parte mais exigente do circuito, contornado em 4marcha, a 115 km/h.
A saída da Curva da Caixa D'água para a entrada do ''S'' é o trecho decisivo de uma volta. Se você não acertar, vai entrar mais lento e perder velocidade no final da reta oposta, o ponto mais rápido do circuito, onde atingimos 185 km/h em 5 marcha. A parte final começa com o Curvão, todo à esquerda, em 3 marcha, a 110 km/h. Em seguida vem a Curva do Box, também à esquerda, mais fechada, feita em 3 a 80 km/h. O último contorno é a Curva da Vitória, à direita, em 3, perto dos 90 km/h.
A dificuldade em Londrina não é aprender o traçado, mas conseguir o equilíbrio do carro para uma pista tão seletiva e, principalmente, saber encarar as curvas do jeito necessário, coisa que nem sempre os menos experientes conseguem fazer. Não é por acaso que as vitórias nas quatro corridas disputadas até hoje aqui ficaram nas mãos de dois campeões, o Elias Jr. e o Renê Bauer. Tomara que esta seja a minha vez''.

Wagner Cardoso, vice-campeão em 2006, é o recordista de corridas disputadas na história da Copa Clio

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