Depois de passar pela segunda cirurgia em menos de um ano, aos poucos, Natália Falavigna vai retomando a rotina de treinos. A atleta passou por um processo difícil na carreira. No ano passado sofreu uma lesão no joelho direito e precisou operá-lo. Meses depois acabou se machucando no mesmo local e precisou voltar à sala de cirurgia, desta vez, em fevereiro de 2011.
Por enquanto, todo cuidado é pouco, mas de acordo com o fisioterapeuta da taekwondista, Bernardo Pinheiro, o processo de reabilitação vai muito bem. ''Ela já recuperou bem a força muscular e amplitude de movimento. Até já faz alguns gestuais da luta, claro que dentro de uma margem de segurança. O movimento de girar, por exemplo, ainda não pode ser feito'', explica Pinheiro.
Mensalmente, Natália passa por uma avaliação clínica. Um dos exames é a ressonância magnética, que revela como está a recuperação do joelho depois da cirurgia. Pinheiro explica que durante a operação, o ligamento do joelho que sofreu ruptura foi substituído por um tendão retirado da coxa. O enxerto passa por um processo que ainda não foi concluído. ''O tendão retirado da coxa se regenera. Já a parte que foi colocada no joelho passa a ter características de ligamento, só que esse processo pode levar até seis meses. Mas isso é uma questão biológica, pode variar de acordo com o organismo de cada pessoa'', acrescenta o fisioterapeuta.
Enquanto o joelho não se recuperar totalmente, Natália não será liberada pelo médico para lutar. Nesse período, realiza treinos com limitações.
Na parte de condicionamento físico, Natália também já está bem adiantada. ''Ela só tem a limitação médica mesmo, já está fazendo vários exercícios aeróbios e até de musculação'', ressalta a preparadora física Lilian Barazetti.
Morando no Rio de Janeiro, Natália admite que não vê a hora de poder lutar, mas diz estar feliz e que, apesar das dificuldades, amadureceu muito. ''Passei por dois momentos difíceis, um em seguida do outro, mas a gente sempre amadurece nestes momentos. Tive bastante tempo para refletir e a gente acaba dando um outro valor para as coisas. Até mesmo para os treinos puxados. Agora eu sei que não posso desperdiçar nenhum momento. Mesmo assim não adianta ficar desesperada, confio no médico e sei que voltar a lutar depende de um processo biológico'', declara Natália.
No fim do mês, a taekwondista deve passar por uma nova avaliação, que pode decidir se participa ou não dos Jogos Mundiais Militares, a partir do dia 16 de julho. A atleta, claro, quer muito competir, mas se diz focada em um objetivo maior: participar das Olimpíadas de 2012, em Londres. Da seletiva mundial, que será realizada no início de julho, ela não participa.
Mas em outubro ela terá uma outra chance, na seletiva continental, que será realizada 15 dias antes dos Jogos Pan-Americanos. ''Claro que eu quero participar de todas as competições que puder, inclusive o Pan-Americano. Mas o meu objetivo principal é lutar nas Olimpíadas'', finaliza.

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