Uma prova sem favorito (Alberto Macedo)
Alberto MacedoUma prova sem favorito
A McLaren é a favorita, hoje, em Mônaco? Sim e não. Sim, porque se largar na frente, adeus. Não, se Michael Schumacher for o pole. Como se sabe, no circuito de rua de Mônaco é quase impossível fazer ultrapassagens. Quem largar na frente terá meia corrida ganho caso não tenha nenhum problema durante a disputa. Por isso mesmo a Ferrari joga todas suas fichas nesta prova, como uma maneira de chegar mais perto do líder Mika Hakkinen. A McLaren, absoluta nesta temporada com quatro vitórias em cinco etapas, desta vez não terá toda a vantagem que teve em outras pistas.
O que faz de Mônaco ser uma prova especial, além de todo o charme e glamour que o Principado possui, é que muitos pilotos podem surpreender. Os favoritos, pela ordem, são Mika Hakkinen e David Coulthard, da McLaren; Michael Schumacher, da Ferrari; Jacques Villeneuve e Heinz-Harald Frentzen, da Williams. Esta última equipe tem também a grande chance hoje de mostrar serviço, o que não fez até agora. Já as surpresas podem ser Giancarlo Fisichella e Alexander Wurz, da Benetton; Jean Alesi e Johnny Herbert, da Sauber; e até Rubens Barrichello, da Stewart.
Em 96, por exemplo, a vitória foi do francês Olivier Panis, que corria pela então Ligier. Ninguém esperava. No ano passado, Rubinho ficou em segundo. Outra surpresa, e das boas. Por isso mesmo, apesar dos favoritos de sempre, a corrida de hoje pode ter gente que não estava cotada terminando entre os primeiros. Vai ser uma prova de tirar o fôlego.
Com pilotos pouco expressivos - salvo algumas exceções - As 500 Milhas de Indianápolis é a grande atração de hoje nos Estados Unidos. A prova, válida pela Indy Race League (IRL), tem na primeira fila três pilotos desconhecidos: os norte-americanos Billy Boat, que é o pole, e Greg Ray, e o sueco Kenny Brach, oriundo da F-3000. Raul Boesel e Marco Greco são os brasileiros na prova.





