A 6ª etapa do Circuito Sul-Brasileiro de Verão de Tênis chega ao fim neste domingo, no Londrina Country Club. Dentre os mais de 150 jovens tenistas que passaram pelas quadras do clube londrinense durante a semana, um deles chama atenção pela história de vida e superação.
Campeão da 5 etapa na categoria 16 anos, Edinei Sousa, 15, nasceu no Maranhão, mas com seis anos se mudou para São Paulo. Na capital paulista, deu os primeiros passos no esporte. Um detalhe: morava com a mãe, as irmãs e o padrasto, que era professor de tênis, na favela de Paraisópolis.
Durante as aulas do padrasto, atuava como boleiro. No pouco tempo livre, aproveitava para treinar. Sousa chegou a ganhar alguns torneios aos 10 e 11 anos, mas a falta de motivação fez com abandonasse treinos e jogos por um ano.
Quando ensaiava um retorno ao esporte conheceu a pessoa que mudaria a sua vida: o comerciante maringaense Eduardo Celidonio. Tenista amador, Celidonio estava em São Paulo visitando as filhas. ''Eu pedi para minha filha que me indicasse um professor de tênis. Foi quando conheci Edinei e seu padrasto. Eu bati bola com o menino e logo percebi seu talento'', conta o comerciante.
Após tomar conhecimento da história do jovem, Celidonio decidiu que iria lhe ajudar a realizar o sonho de ser um tenista profissional. Não seria a primeira vez que o comerciante ajudava um candidato a campeão. ''Eu já tinha ajudado um outro rapaz em Maringá, o Diego Tambori. Mas, infelizmente, ele não seguiu carreira e hoje é professor de tênis no Clube Hípico de Maringá''.
A família de Edinei Sousa concordou e o menino começou a ir para Maringá a fim de treinar e disputar competições. Depois de um tempo, Eduardo Celidonio conseguiu a guarda compartilhada do menino, que atualmente mora em sua casa. Os treinos são realizados no mesmo local, onde existem quatro quadras. A única cobrança do comerciante é quanto a dedicação do menino. ''É um jovem como qualquer outro. Às vezes, tenho que cobrar para que se dedique aos treinos. Ele sabe que essa é a chance da vida dele!''
Edinei concorda com seu tutor. ''Vou me esforçar muito para me tornar um jogador profissional. Sei que se tivesse ficado em São Paulo, morando na favela, poderia ter tomado um rumo errado na vida. Tenho que aproveitar a chance que o Eduardo está me dando'', declarou o garoto, que não escondeu o sentimento que nutre pelo comerciante. ''Ele é como um pai para mim''.

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