O Clube Atlético Paranaense está e sempre esteve rodeado por grandes ídolos. Sua imensa torcida não os esquece e sempre os reverencia pelos bons trabalhos feitos no clube. Foram campeões mundiais, duplas infernais, goleadores implacáveis e muitas famílias que emprestaram seu bom futebol em favor do rubro-negro da Baixada que é o clube responsável pela maior transação do futebol paranaense. Em junho de 1997, Paulo Rink, ‘‘o menino da Baixada’’, foi vendido por 8 milhões ao Bayer Leverkusen, da Alemanha.
Mas os ídolos atleticanos não se limitam aos quatro cantos do gramado. Personalidades políticas, das artes e da cultura paranaense sempre deram força ao time da Baixada. Num misto de devoção ardente e amor pelas cores do Atlético, nomes como o do ex-governador Ney Braga, do atual presidente da Assembléia Legislativa, Aníbal Khury, do ex-reitor da Universidade Federal do Paraná, José Henrique de Faria, fazem e fizeram a história do Clube Atlético Paranaense
Algumas histórias comovem aqueles que as relembram. Como o ex-governador Ney Braga ao lembrar as idas aos treinos do Atlético com seu pai, Antonio Lacerda Braga. ‘‘Era um tempo em que só se jogava por amor’’, conta. Ney Braga diz que uma das lembranças mais agradáveis aconteceu em 1995 quando da reinauguração da Baixada com o então presidente José Carlos Farinhaqui. ‘‘Foi um sonho poder voltar para a casa’’, disse.
Para ele, ser atleticano é ser amante do bom futebol. Braga faz questão de cumprimentar a nova diretoria que, segundo ele, está tranformando o Atlético ‘‘num dos maiores clubes do Brasil’’. Quando perguntado o que quer de seu Atlético, Ney Braga diz convicto. ‘‘Quero o meu rubro-negro campeão de tudo o que disputar’’.
O Atlético tem hoje um dos maiores centros de treinamentos do Brasil, o CT do Caju. Nome lendário de um dos maiores goleiros do Brasil, que vestiu a camisa rubro-negra. Seu filho, Alfredo Gottardi Jr, também ex-jogador do Atlético, diz que emprestar o nome de seu pai para o CT do Atlético é uma grande honra para a família Gottardi. ‘‘Só quem vestiu a camisa atleticana sabe o que é esta paixão’’, relembra o zagueiro campeão paranaense de 1970.
Para ele a única coisa que está faltando neste momento é dar um neto para o Caju. ‘‘Somos em três irmãos que ainda não pudemos dar esta alegria ao meu pai’’, disse. Gottardi falou ainda que sente muita firmeza no futuro do Atlético. ‘‘Há cinco anos não tínhamos perspectivas de um futuro melhor’’, conta. ‘‘Hoje podemos vislumbrar grandes conquistas e tudo começou com a coragem do presidente Petraglia que mandou demolir o estádio e um ginásio tradicional na cidade para fazer um dos mais belos e modernos estádios do Brasil’’, disse.
Já o ex-presidente do Conselho Deliberativo do Atlético e ex-reitor da UFPR,
José Henrique de Faria, conta que ser atleticano é um privilégio. ‘‘Que não é para todos’’, avisa. Oriundo de uma família repleta de ‘‘atleticanos graças a Deus’’, Faria lembra duas datas da história do Atlético, duas coincidências que mudaram a sua vida.
- Na primeira vez que eu tenho lembrança de um atletiba, o jogo aconteceu na Baixada, em 1958, e vencemos por 5 a 1. A segunda foi um atletiba em 1995 disputado no Alto da Glória em que nós perdemos por 5 a 1. A primeira significa o nascimento do Atlético para mim e a segundo as reformas para um novo Atlético.
Para ele, o Atlético está se constituindo num dos melhores clubes de todo o Brasil e logo vai figurar entre os maiores do país. ‘‘Com um estádio moderno, um CT de luxo e uma torcida apaixonada, nada deterá o Furacão da Baixada’’, diz, empolgado.

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