Uma forma especial de malhar o corpo
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sábado, 09 de maio de 2009
Thiago Mossini<br> Reportagem Local 
Você chega para malhar e se depara com a academia cheia. Entra na fila para usar determinado aparelho e nestes longos minutos, às vezes segundos de espera já bate um desânimo. Aí, olha para o lado e vê um sujeito com uma regata minúscula, encontrando seu êxtase em frente ao espelho, enquanto aprecia seu amontoado de músculos. Desta vez, bate a vergonha, afinal, você para a imagem refletida no espelho ao lado do marombado e o que aparece é uma saliente barriga de chope sob a larga camiseta, já comprada um número maior estrategicamente para tentar amenizar o aspecto visual.
Estas situações são corriqueiras nas academias de ginástica, principalmente no verão, quando todo mundo coloca na cabeça que tem que malhar. São situações que motivam, em muitos casos, a desistência da pessoa em cuidar do corpo. Outras vezes, a falta de atenção dos instrutores com pessoas que tem algum tipo de problema médico também desestimula.
Uma solução seria a adoção de um personal trainer. Porém, o custo de um atendimento vip não é nada saboroso. Assim, começam a nascer, os atendimentos em pequenos grupos, geralmente para pessoas que não procuram aumentar os centímetros do bíceps, mas sim ter uma qualidade de vida melhor, com um custo intermediário.
É um atendimento em pequenos grupos para alunos que não entram em uma academia e não podem pagar um personal. São alunos que precisam de uma atenção especial de acordo com os problemas que têm, com uma atividade específica, mas que se pode fazer em grupo, afirmou a professora de Educação Física Helena Scheller, 33 anos, especializada em Fisiologia da Musculação na Doença, na Saúde e no Envelhecimento pela faculdade de medicina da USP. Ela implantou o sistema na Cadioimagem, uma clínica de Londrina.
Em ambiente bem diferente das habituais academias turmas de no máximo dez alunos - entre eles, pessoas com problemas cardíacos, de articulação e idosos - fazem os exercícios de acordo com suas necessidades. É uma musculação personalizada, em um ambitente com música diferenciada e adaptado para pessoas com necessidades especiais, descreveu Helena.
O método de trabalho já visa, principalmente, a adaptação e a inserção dos alunos neste mundo da malhação. Tem pessoas que nunca malharam e quando entram em uma academia têm medo. Iniciamos com exercícios funcionais, até perderem o medo, sempre medindo a frequência cardíaca. É ideal também para pessoas com problemas ósseo-musculares, como artrose, artrite, osteoporose, hérnia de disco, desgaste na coluna e postural. Eles fazem os exercícios de acordo com as necessidades de cada um para não terem danos ou aumentarem seus problemas, explicou a professora.
Outra medida adotada para evitar que o aluno desista é a socialização. Para quem não gosta do ambiente de academia ou tem vergonha, fazemos a socialização. Um fica sabendo das coisas do outro e um estímula o outro. Em pequenos grupos, eles conseguem não faltar.


