Uma Flecha Loira passou por Londrina
Maior ídolo do Coritiba, Dirceu Krüger, falecido nesta quinta-feira, jogou no LEC, sofreu lesão grave no VGD e venceu enquete da FOLHA
PUBLICAÇÃO
sexta-feira, 26 de abril de 2019
Maior ídolo do Coritiba, Dirceu Krüger, falecido nesta quinta-feira, jogou no LEC, sofreu lesão grave no VGD e venceu enquete da FOLHA
Vitor Ogawa - Grupo Folha 

Um dos maiores ídolos de todos os tempos do Coritiba, Dirceu Krüger, apelidado Flecha Loira, morreu na manhã de quinta-feira (25) em Curitiba aos 74 anos, de complicações pós-cirurgia para eliminar uma obstrução intestinal. Ele conquistou sete títulos paranaenses pelo Coxa (1968, 69, 71, 72, 73, 74 e 75) e um Torneio do Povo (1973). Como treinador, comandou a equipe principal do Coritiba em 185 oportunidades.
O Coritiba lamentou a morte do ídolo em nota oficial: “Fora das quatro linhas, exerceu funções importantes como treinador, auxiliar técnico, ajudou a formar atletas que brilharam e ainda brilham no futebol mundial”. O clube relembrou que a estátua em frente ao estádio Couto Pereira é a eterna lembrança de seus feitos e suas glórias: “Krüger agora descansa junto de outras estrelas que fizeram muito pela camisa do Coxa”.
Krüger jogou por um breve período no Londrina em 1973. Atuou em cinco jogos e marcou dois gols pelo Tubarão, um deles em vitória por 2 a 1 contra o Maringá e o outro em triunfo pelo mesmo placar contra o Mourãoense. Em 1999, a FOLHA realizou uma enquete entre jornalistas esportivos, indagando quais foram os melhores jogadores do Coritiba de todos os tempos, e Dirceu Krüger foi escolhido o melhor por 53,3% dos votos. Ele foi escalado no meio-campo da seleção da história do Coxa ao lado de Alex.
O ex-jogador do Fenerbahçe desejou condolências à família e à torcida do Coritiba. “É um personagem enorme dentro do Coritiba. Agradeço por tudo o que ele fez, não só por mim, mas por todo o clube. O legado dele vai ficar para sempre”, afirmou à FOLHA. “Ele passou por um momento muito vitorioso do clube. Vamos ficar com as boas lembranças, que são muitas”, declarou Alex.
A carreira de Krüger também foi marcada por lesões graves. A primeira aconteceu em 1966, quando sofreu uma fratura de clavícula atuando pelo Britânia. Logo depois, no mesmo ano, foi contratado pelo Coritiba. Em novembro de 1967, em partida realizada no VGD contra o São Paulo de Londrina, clube que virou Paraná e depois se fundiu com o Londrina, Krüger quebrou a perna e ficou seis meses parado. Depois de recuperado, o Flecha Loira conquistou o bicampeonato paranaense em 1968 e 1969, mas em 1970, em uma partida contra o Água Verde, o goleiro Leopoldo acabou atingindo Krüger acidentalmente no tórax. O meia rompeu as alças intestinais, ficou em coma e hospitalizado por 70 dias. Foi a mais grave das lesões que sofreu e deixou sequelas até sua morte.
Este ano, Krüger foi homenageado com o troféu do segundo turno do Campeonato Paranaense recebendo seu nome.


