Imagem ilustrativa da imagem Uma dose adrenalina e aventura

Em sua 4ª edição, a corrida Furioso Extrema foi realizada no último domingo, no parque de Exposições Governador Ney Braga, em Londrina. Com 1550 inscritos, o evento esportivo encerrou as inscrições rapidamente - dada a grande procura pela participação. Além de correr contra o tempo, os atletas dessa prova encaram outros desafios no trajeto. A travessia de uma represa, duas piscinas de gelo, outras com lama, obstáculos com pneus e trincheiras estão entre as missões dadas.

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De acordo com o sócio proprietário da Capa Eventos, Guilherme Piazzalunga, é um estilo de prova diferenciado. “Criada a partir de treinamento paramilitar, provas assim atraem um grande público no mundo inteiro porque mexe com superação de limites, trabalho em equipe, força e resistência”, explica. Distribuídas em 4 quilômetros, as barreiras criadas pela promotora da prova também se renovam a cada ano. “Sim, criamos um novos obstáculos superar o nosso trabalho, assim como surpreender os participantes. É possível ainda realizar o percurso de 8 quilômetros e fazer duas vezes o percurso de quatro.

A professora de Educação Infantil Rosie Mattos, 54 anos, recomenda a aventura
A professora de Educação Infantil Rosie Mattos, 54 anos, recomenda a aventura

Inscrita pela terceira vez na prova, a professora de Educação Infantil Rosie Mattos, 54 anos, recomenda a aventura. “Somos desafiados a superar desafios e, ainda mais, a sermos solidários. Não tem como passar por um obstáculo e ignorar o companheiro do lado. Acredito que a maioria não vê a Extrema como uma competição, e sim um jeito de se divertir e fazer coisas que fazia quando criança, como nadar no rio, pular em uma "poça" de lama, escalar, fazer a corrida de saco, entre outros. Na corrida de rua é cada um por si”, pensa. Primeiro lugar em sua categoria, Mattos se sente realizada. Pela primeira vez 8 km”, conta.

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No meio do caminho, frio, arame farpado e muita lama

“Os únicos limites que você tem são aqueles em que você acredita”. Com mensagens assim, todo o percurso tem ainda a presença de fiscais de prova que observam o cumprimento das tarefas, assim como gritam palavras de incentivo. Divida em baterias, a corrida de obstáculos é organizada de modo que a cada 20 minutos, um grupo de 35 atletas inicie o percurso e possa se movimentar com segurança. Com largada desde às 7h30 da manhã, o Ney Braga reuniu moradores de Londrina e região, dada a dimensão que a atividade física ganhou. A primeira edição teve 350 inscritos, a terceira 1230.

Na etapa em que era preciso transpor as barras paralelas, também conhecidas como “macaquinho”, uma das estratégias dos participantes foi transportar o colega nos ombros, e depois ganhar o apoio. O apoio para tirar do buraco – literalmente ou incentivar a subir o barranco vinham de quem não se conhecia até então. “Não é uma prova individual. “A ajuda bem de amigos e participantes e as pessoas se impressionam com a qualidade dessa corrida porque é possível levar esse tipo de enfrentamento para os desafios do dia a dia, sejam eles pessoais ou profissionais”, dispara Piazzalunga. A estrutura da prova oferece duchas e uma oportunidade para conhecer o Ney Braga com outros olhos, dado o aparato instalado, bem como o aproveitamento de espaços para o desenvolvimento das práticas.

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