Uma aventura olímpica (e fotográfica)
PUBLICAÇÃO
quinta-feira, 20 de agosto de 2009
Renato Oliveira<br> Reportagem Local 
Viajar para os Jogos Olímpicos, na China, e realizar um sonho: fotografar. Assim procedeu Geovaine de Oliveira, após trancar o segundo ano do curso de Ciência do Esporte, na Universidade Estadual de Londrina (UEL), em 2008, vender seu carro e investir todas as fichas numa aventura que tinha como finalidade editar um livro. Mas, enquanto não consegue dinheiro para financiar a publicação, tenta manter a chama acesa promovendo exposições com as imagens que reuniu.
Oliveira está viabilizando patrocínio junto a órgãos públicos para expor as fotografias durante as comemorações dos 75 anos de Londrina. Ele já conseguiu definir os lugares, como o saguão do Aeroporto, e nos corredores dos shoppings Royal Plaza e Com-Tour, mas ainda carece de verba para imprimir as fotos selecionadas. ''Estou em negociação com a Secretaria de Cultura, mas o apoio até agora foi apenas institucional'', contextualiza.
Caso não consiga levantar verba para realizar as impressões, Oliveira deverá optar pela projeção digital (via sistema datashow). Ele conta que apresentou as fotos utilizando o mesmo recurso, durante o primeiro semestre, no Encontro Nacional de Estudos da Imagem (Eneaic). ''Se não conseguir os recursos até o final do mês de setembro, vou expor com projeções'', promete. É importante lembrar que ele dispõe de um acervo com mais de 100 mil fotografias.
Aventura
Além da dificuldade em conseguir patrocínios, um imprevisto impediu Oliveira de fotografar as mais de 30 competições dos jogos oficias. Beisebol, softboll, esgrima, arco e flexa, tênis, pólo-aquático, ginástica olímpica, natação, basquete, luta greco-romana, judô, hóquei e levantamento de peso foram as competições que conseguiu acompanhar. ''Eu tinha ingressos para quase todas as modalidades, mas acabei participando de apenas 13 delas. Num momento de descuido levaram minha bolsa e acabei ficando fora dos jogos restantes'', relembrou.
No caso dos Jogos Paraolímpicos, conseguiu acompanhar a quase totalidade das disputas, ficando de fora apenas das finais da esgrima. Mas o ponto que Oliveira destaca são as nuances da sociedade chinesa, como manifestações artísticas. ''Os jogos são mais que as disputas esportivas. É toda uma nação voltada a um fenômeno que envolve economia e política'', ressaltou.
Dentre as experiências que a aventura ajudou a acumular, ele ressalta que ''o ano dedicado à preparação e realização da viagem trouxe mais experiência que quatro anos dentro da universidade''. Para o futuro, pretende voltar ao país oriental, porque a ''receptividade e espiritualidade do chinês é maior que a própria China''.


