Se assistir a uma prova da Mitsubishi Cup é emocionante, imagine estar lá dentro de um dos carros da competição. A convite da assessoria de imprensa do evento, a reportagem da FOLHA topou o desafio de "dar um passeio" pelo circuito de 31 km na fazenda Nova Maragogipe, em Jaguapitã.
No volante, o supervisor de engenharia da Mitsubishi Motors, Rodrigo Mange, que mostrou toda sua habilidade como piloto de rali de velocidade, embora não participe como competidor.
Com todos os equipamentos de segurança ajustados e a autorização da diretoria de prova, chega a hora de largar. A L200 Triton arranca com vontade e parte para cima dos obstáculos de forma agressiva. A sensação de velocidade é grande, mas a de instabilidade é maior ainda. Claro que é só a sensação, pois a picape mostra-se muito preparada para encarar qualquer desafio.
Para quem nunca teve essa experiência, no início são muitos sustos. A começar pelos pulos ao passar por elevações. Mas nada comparado a escapada da traseira em trechos mais lisos em que o veículo parece que vai rodar.
Em meio ao canavial surgem curvas extremamente fechadas. Em algumas delas o piloto quase para ao fazer a manobra já que o terreno é muito acidentado e a dificuldade de analisar o ângulo da curva é grande, mostrando a falta que faz um navegador. "Não consigo ver direito onde a curva termina", destaca Mange em um dos trechos.
À medida que seguimos, o solo muda de característica, ficando mais arenoso e uma vez molhado, repleto de "facões" (marcas profundas de pneus).
Por volta da metade do trajeto é possível começar a se acostumar com a aventura, pelo menos até surgir um obstáculo que resulta em um comportamento diferente do carro.
Os pulos da picape ficam ainda mais altos, mas também divertidos. A velocidade só é baixa mesmo em curvas muito fechadas. Segundo Mange, na média geral, o veículo é conduzido entre 80 e 90 km/h, o que no asfalto poderia ser tranquilo, mas em um terreno acidentado como esse proporciona uma adrenalina notável.
Chegamos ao final do percurso ao entrar na reta mais rápida, onde a velocidade passa dos 150 km/h. Para encerrar com "chave de ouro", a reta termina em uma sequência de três curvas bem rápidas.
E, mesmo passados tantos sustos a bordo da L200, a vontade é, depois de recuperar bem o fôlego, dar mais uma voltinha e curtir novamente a adrenalina do rali cross country de velocidade. (J.F.)

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