Um volante? Só contra a Noruega
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sábado, 20 de junho de 1998
Arquivo FolhaZagalo: só experiênciaAgência Estado 
Um jogo atípico. Essa é a definição do técnico Zagallo sobre a partida de terça-feira contra a Noruega, quando a Seleção Brasileira entrará em campo já classificada e em primeiro lugar de seu grupo. Sendo assim, Zagallo decidiu aproveitar a oportunidade única para correr o que considera um grande risco: escalar o time com apenas um volante de marcação (Dunga), colocando o meia-atacante Denílson, em vez de Doriva ou Émerson, no lugar de César Sampaio, suspenso.
Outra definição: um dos zagueiros da equipe, Júnior Baiano ou Aldair, ambos pendurados com um cartão amarelo, será poupado. Quem ganha uma chance é Gonçalves. É a única chance que eu tenho para mudar a estrutura do time: se ele for mal, eu não repito a experiência, disse Zagallo. Mas o treinador deixou claro que jamais iniciará um jogo decisivo com essa formação.
Arquivo FolhaGonçalves: oportunidade
Arquivo FolhaCésar Sampaio: garantidoA equipe pode fazer a maior partida da paróquia que o César Sampaio tem volta garantida nas oitavas-de-final: o time que joga contra a Noruega é mais uma opção para ser aproveitada durante as partidas, em caso de necessidade, afirmou. Resumindo: Leonardo, Denílson, Rivaldo, Bebeto e Ronaldinho só voltarão a jogar juntos quando a Seleção estiver perdendo, numa emergência.
Denílson, assim, vai continuar sendo nas próximas fases uma arma estratégica para os segundos tempos, quando os adversários já estiverem cansados.
Em relação aos zagueiros pendurados, Zagallo decidiu poupar apenas um deles por questão de segurança. Colocar dois zagueiros novos, sem ritmo de jogo, de uma vez só, seria imprudente: decidi então correr apenas um risco e não dois. André Cruz, que se recuperou recentemente de uma contusão muscular, foi descartado. Na verdade, Júnior Baiano deve jogar apenas um tempo contra os noruegueses e Aldair, o outro, fazendo um revezamento.
Zagallo não se empolgou até agora com nenhuma outra seleção da Copa do Mundo. Nem a anfitriã França, que faz a melhor campanha do torneio, impressiona o treinador. Eles conseguiram duas boas vitórias, mas só pegaram adversários fracos, disse o treinador brasileiro.


