Um toque
A crueldade do jogo da bola não apagar á, e nem poderia, o ano histórico do Galo. O Atlético não conquistava um grande título fora do seu terreiro, Minas Gerais, desde 1971. Levantou a taça que tornou-se o objeto principal de desejo dos grandes clubes brasileiros, a Libertadores. Na memória o que tem que ficar é o feito continental. No calor das circunstâncias o abatimento é natural.
Questões ficam, como a energia que se despende por meses a fio só pensando em um curtíssimo torneio. O Atlético poderia ter disputado o primeiro lugar nacional, algo que não belisca há mais de 40 anos? O Mundial não deveria ser uma cereja no bolo, visto que é jogado em duas semanas e até lá muita poeira corre? A conquista, que tem indubitável valor histórico, tem um custo se não vem. A reflexão vale para todos os brasileiros. Um redimensionamento das coisas não faria mal a ninguém.





