São Paulo, 26 (AE) - Michael Schumacher e a Ferrari deram novamente um show hoje à tarde no Autódromo de Interlagos. O piloto alemão venceu a segunda prova da temporada, soma agora 20 pontos ganhos e segue para a terceira etapa do Mundial de Fórmula 1, marcada para o dia 9, em Ímola, como a grande estrela da categoria. Vai ser, certamente, uma festa para a fanática torcida italiana.
Se o Grande Prêmio Brasil foi perfeito para Schumacher, que recebeu o prêmio pela vitória das mãos de Pelé, a prova não foi das melhores para o brasileiro Rubens Barrichello, que foi obrigado a abandonar a corrida na 27.ª volta por causa de uma pane hidráulica em sua Ferrari. A desistência foi uma grande decepção para os cerca de 70 mil torcedores, que voltaram a lotar as arquibancadas do autódromo paulistano.
Assim como os torcedores brasileiros, o bicampeão mundial, o finlandês Mika Hakkinen, também deixou o circuito frustrado. Ele não conseguiu completar o GP, novamente com problemas em sua McLaren. Vencedor das últimas duas edições da prova brasileira
Hakkinen não soma nenhum ponto ganho depois de duas etapas do torneio deste ano.
O dia só não foi pior para a McLaren porque o escocês David Coulthard terminou a prova em segundo lugar, seguido pelo italiano Giancarlo Fisichela, da Benetton, que voltou ao pódio depois de muito tempo de maus resultados. Ricardo Zonta, que teve problemas no reabastecimento de sua BAR - os mecânicos chegaram a usar extintores para evitar que o carro pegasse fogo -, terminou na décima colocação. Já Pedro Paulo Diniz limitou sua atuação no GP a comentar a corrida para a Rede Globo já que o dono da equipe Sauber decidiu retirar os seus dois carros da prova por falta de segurança (problemas nas asas traseiras).
Estratégia - A Ferrari contou, mais uma vez, com uma tática perfeita. Com menos combustível e pneus mais macios, a estratégia da escuderia italiana foi fazer duas paradas. Mais leve, os carros de Schumacher e Rubinho foram mais rápidos no início da corrida. Um exemplo disso é que no início da segunda volta, Schumacher assumiu a liderança (saiu em terceiro, no grid
e ganhou a segunda posição na largada), enquanto Rubinho ultrapassou Coulthard, ficando com a terceira posição (largou em quarto).
Rubinho, que ultrapassou também Mika Hakkinen, chegou a liderar a prova, depois do primeiro pit stop de Schumacher, na 20.ª volta.
No fim da corrida, o alemão chegou a ter mais de 28 segundos de vantagem sobre Coulthard, que forçou o ritmo e diminuiu a diferença para 4 segundos ao cruzar a linha de chegada.