UM POUCO DE AMOR
PUBLICAÇÃO
segunda-feira, 17 de fevereiro de 2014
MAURO BETING<br>beting@ lancenet.com. br 
Cinco gols em quatro Dérbis. Isto é Romarinho. Deu a lógica no Pacaembu dos últimos 19 anos (12 clássicos): o Corinthians não perdeu para o Palmeiras, e Romarinho fez gol no rival, aos 15 do segundo tempo.
Mas o futebol também tem outras lógicas: chamar um adversário (jamais um inimigo) para o seu campo é pedir encrenca; Mano Menezes trocou um atacante (Romarinho) por um volante (Jocinei) e atraiu o adversário que estava desgastado e sem ideias; Gilson Kleina colocou aberto na direita um atacante (Diogo) no lugar do zagueiro Wellington. A bola castigou o zelo (pavor?) exagerado corintiano; 54 segundos depois da entrada de Jocinei (e 44 segundos depois da entrada de Diogo), saiu o empate, aos 38 minutos: por essas coisas da bola, o próprio Diogo (atacante) roubou a bola do volante Jocinei... Pois é... Na sequência do lance, Diogo cruzou da direita, Alan Kardec se antecipou ao sempre indeciso Felipe e empatou um clássico de paz em campo. E lógica ao final do jogo.
Mano armou o Timão depois de séculos no 4-3-1-2, com Ralf protegendo a zaga, Guilherme e Bruno Henrique como volantes laterais, e Jadson tentando armar para os distantes Romarinho e Guerrero.
Mesmo com a marcação mais forte e mais adiantada, pouco se viu de bola no primeiro tempo. Também por um Palmeiras disperso e abusando dos passes errados, sem a mesma movimentação e criatividade da linha de três do 4-2-3-1 montada por Gilson Kleina.
Na segunda etapa, outro jogo. Nove chances de gol nos primeiros 15 minutos. Seis corintianas, três grandes defesas de Prass mano a mano (duas aos pés de Romarinho). Depois do gol do algoz palmeirense, o Corinthians se deu por satisfeito, o Palmeiras atacou pouca coisa mais, e achou o empate que não acaba com o tabu no Pacaembu.
Mas também não recoloca o rival em pé no Campeonato Paulista.













