O cabelo, claro, é inspirado no maior ídolo do futebol brasileiro atual. O moicano, imaginou o garotinho Talisson de 11 anos, seria o que mais o aproximaria de Neymar. Porém, ele e o amigo Bruno, de 9 anos, ganharam um presentão no centenário do Santos. Puderam bater uma bolinha com o novo fenômeno do futebol nacional e em plena Vila Belmiro.
Os garotos são alunos escolinha Meninos da Vila, em Londrina, e foram dois dos 100 meninos que participaram do jogo ''Nós Contra a Rapa'', disputado no último dia 14 de abril, em comemoração ao centenário santista. Na partida, a equipe principal do Peixe entrou em campo contra alunos de todas as franquias de escolinhas oficiais brasileiras.
Dois garotos de cada franquia foram sorteados para integrar o time que enfrentaria o Santos. Juntaram-se a eles 20 meninos escolhidos via Facebook. Foram 100 garotos para fazer referência aos 100 anos do Santos. As camisas foram de 1 a 100. Talisson ficou com a número 6, enquanto Bruno vestiu a 18.
''É uma experiência ímpar para a molecada. Viajaram de madrugada e nem dormiram de ansiedade'', contou o técnico dos garotos, Diego Souza, que os acompanhou.
Ele também lembrou da empolgação dos garotos em poder dividir o gramado com um dos pop-stars da bola atual. ''O Neymar é o ídolo de 99% da garotada e eles tiveram a chance de estar perto dele e ver que o sonho de se tornar jogador fica próximo'', afirmou o técnico.
Talisson foi quem teve um contato maior com o craque santista. Dono de um moicano igualzinho ao do ídolo, ele pediu a camisa a Neymar antes do jogo. ''Ele me disse que não podia dar, mas que me daria autógrafo'', contou. Em campo, o garoto londrinense conseguiu tomar a bola de Neymar e acabou derrubado no chão, de brincadeira, pelo camisa 11. Ele foi ao delírio. Ah, o autógrafo do ídolo, Talisson não conseguiu. ''Os seguranças não deixaram e eu fiquei bem chateado''.
Bruno também não conseguiu a asinatura do ídolo em sua camisa. Mas não teve problema. O fato de ter entrado em campo, pisado no gramado da Vila Belmiro, teve um gosto importante também, gosto que o grupo de amigos dele não conhece. ''Foi uma emoção muito boa, que eu não esperava. Meus amigos não acreditaram'', comentou.

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