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. | Foto: Reprodução/Facebook

Palmeiras e Santos fazem no sábado (30) o jogo mais importante da história entre os dois clubes de uma rivalidade que já tem mais de cem anos. Quem sair vencedor do Maracanã, no confronto que começa às 17h, não ganhará apenas o título da Libertadores 2020, mas também terá um trunfo para jamais ser esquecido pelo seus torcedores diante de um grande rival.

O Peixe busca o seu quarto título continental e se tornaria o clube brasileiro com mais conquistas da Libertadores. Bicampeão na era Pelé, o Santos conquistou a América pela última vez em 2011, quando Neymar era o seu grande nome. Do outro lado, o Verdão quer a sua segunda taça e também acabar com o jejum que já dura 21 anos. Será apenas a terceira vez que dois clubes brasileiros decidem a Libertadores. Em 2005, o São Paulo ganhou do Athletico e, no ano seguinte, o Internacional passou pelo Tricolor Paulista.

Com campanhas semelhantes - o Palmeiras teve 80% de aproveitamento e o Santos, 75% -, os rivais prometem manter o estilo de jogo que os levaram à decisão: times ofensivos, rápidos e sempre em busca do gol. Em caso de empate no tempo normal, a disputa vai para a prorrogação e, caso necessário, para os pênaltis. Em razão da pandemia da Covid-19, não haverá presença de público, mas o Maracanã deve receber cerca de sete mil pessoas, entre imprensa e convidados da Conmebol e dos dois finalistas.

Ingrediente comum nas grandes decisões, o mistério nas escalações faz parte da estratégia dos dois treinadores. Pelo lado alviverde, Abel Ferreira deixou a dúvida se começa com Rony ou Willian no ataque. Rony foi até aqui o principal jogador da equipe na Libertadores, com cinco gols marcados e sete assistências. No entanto, ficou de fora das últimas partidas em razão de problemas físicos.

No Santos, Cuca não confirmou se mandará a campo um time com quatro atacantes ou se promove a entrada de um volante. No primeiro cenário, jogariam Marinho, Soteldo, Kaio Jorge e Lucas Braga. Caso queira reforçar o meio-campo, Braga ficaria no banco para a entrada de Sandry.

Expectativa

O ex-zagueiro Márcio Alcântara se mostra ansioso e apreensivo como todo torcedor palmeirense. "Estou com um pé na frente e outra atrás". Jogador do Palmeiras entre 1983 e 1989, Alcântara reconhece a força e a qualidade do Santos, mas entende que o elenco alviverde pode fazer a diferença.

"O Santos tem um time mais jovem e parece que joga junto há anos. Mas acredito que o Palmeiras tem vantagem em termos de nomes e tem uma reposição de atletas melhor", frisou. "Não acredito em um jogo aberto. Acho que os times serão mais cautelosos e sem se exporem muito". A reportagem tentou ouvir o ex-jogador do Santos e atual diretor de futebol do Londrina, Germano, mas não obteve retorno.

Imagem ilustrativa da imagem Um clássico para a glória eterna
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