A paranaense Natália Falavigna escreveu de vez seu nome na história do taekwondo brasileiro. A campeã mundial de 2005 faturou uma das medalhas de bronze na categoria acima de 67 kg dos Jogos Olímpicos de Pequim ao vencer a disputa com a sueca Karolina Kedzierska, ontem. A medalha conquistada pela maringaense criada em Londrina, de 24 anos, foi a primeira do País na modalidade em uma olímpiada.
Falavigna conseguiu abrir vantagem de dois pontos logo no primeiro assalto e aumentou a folga no segundo, consolidando a conquista que podeira ter vindo quatro anos atrás, em Atenas, quando a paranaense caiu na disputa do bronze diante da venezuelana Adriana Carmona.
O outro bronze da categoria ficou com a britânica Sarah Stevenson. Algoz de Natália na decisão dos Jogos Pan-Americanos do Rio de Janeiro, a mexicana Maria del Rosario Espinoza ficou com o ouro, ao derrotar a norueguesa Nina Solheim por 3 a 1.
Falavigna chegou à China como uma das favoritas à conquista do ouro, mas saiu da disputa depois de ser derrotada por decisão da arbitragem pela norueguesa Nina Solheim, na semifinal. Na ocasião, a brasileira perdeu o primeiro round por um ponto de diferença, mas conseguiu tirar no segundo assalto. Faltando 30 segundos para o fim da combate, a norueguesa acertou um golpe válido, mas recebeu o contra-ataque na sequência. Com o empate, a semifinal foi para o tempo extra, que terminou sem que nenhuma das atletas assinalasse um golpe válido. A decisão então foi para a escolha dos juízes.
''Passei um ano (a partir da prata no Pan do Rio) treinando e mudando tudo o que podia para chegar aqui e conquistar o ouro, mas não consegui. Treinei muito a recuperação. Ter força para não deixar espaçar como escapou em Atenas. Agora terei quatro anos para me preparar ainda mais para Londres'', lembrou a paranaense, em entrevista ao Sportv. ''Essa é uma medalha que não vem de tecnologia, vem de treinamento. Aqui é tudo muito bem planejado'', completou. Além do título mundial em 2005, Falavigna tem ainda no currículo dois bronzes, também em mundiais, e a prata no Pan do Rio.
Falavigna estreou na China vencendo por 3 a 1 a grega Kyriaki Kouvari. Nas quartas-de-final, anotou 5 a 2 sobre a australiana Carmen Marton. Os outros brasileiros do taekwondo, Márcio Wenceslau e Débora Nunes, foram eliminados sem conquistar medalhas.
Com o resultado, o Brasil igualou o seu recorde de 15 medalhas em uma única edição da Olimpíada - já considerando os pódios do vôlei. Até então, a marca só havia sido alcançada em Atlanta-1996. (Com Folhapress)

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